Parte do coletivo Soylocoporti

Cultura, comunicação e integração latino-americana

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Soylocoporti assina Manifesto de Cusco

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980762 621172687895020 1912984666 o 300x192 Soylocoporti assina Manifesto de CuscoUma das características da organização em rede é justamente a diversidade de grupos, ações e pensamentos que, diferentes entre si, podem entrar em sintonia e alinhar ideais, práticas e projetos. Assim como o Fora do Eixo, o Soylocoporti se compreende enquanto um coletivo que pensa sua atuação colaborativa a partir da diversidade cultural e da democratização da comunicação tendo em vista o fortalecimento dos movimentos sociais. Desse modo, tem uma relação de apoio com tais grupos e redes que se identificam no campo progressista, aquele que está aí para questionar o estado das coisas. Assim, por acreditar que a criminalização ventilada por setores conservadores e reacionários na sociedade são uma afronta a todos nós – sem deixar de entender a importância de instituir debates e autocríticas entre as organizações que compõem esse campo  político – nos solidarizamos e assinamos o Manifesto de Cusco.

MANIFIESTO DE CUSCO:
POR UNA NUEVA CULTURA POLÍTICA

Las personas, redes y organizaciones de América Latina abajo firmantes nos declaramos conscientes de la responsabilidad que nos toca en este momento histórico, porque no estamos ante una época de cambios sino ante un cambio de época.

Por eso, y en consonancia con los procesos de transformación y avance que el pueblo latinoamericano está llevando adelante, y algunos de cuyos frutos comenzamos a ver durante la última década, nos asumimos como sujetos de cambio y activistas de la transformación que genera más inclusión.

A través de Juntos — una alianza latinoamericana de organizaciones y redes que desarrolla y colabora con iniciativas de comunicación, circulación, sustentabilidad, incidencia y formación que apuestan por una cultura viva, libre, abierta y en red — nos encontramos en la búsqueda de claves transformadoras. Somos un laboratorio de alternativas de construcción de sociedad y ciudadanía, vinculadas a la valorización de formas comunitarias y económicas inspiradas en valores y prácticas actuales y ancestrales, frecuentemente silenciadas y oprimidas por modelos civilizatorios excluyentes.

Creemos firmemente en nuevas formas de relacionarnos, desde la generosidad y la reciprocidad, construyendo una sociedad de iguales.

Desde el contexto nuestroamericano valoramos experiencias como la Red Fora do Eixo. Asumimos como propias, no sólo ésta sino cualquier experiencia emancipatoria. Por ello rechazamos el linchamiento mediático del que hoy es blanco esta organización hermana porque sabemos que responde a un intento desesperado de sectores y actores interesados en imponer procesos de explotación, discriminación, criminalización de los movimientos y vaciamiento político.

Como respuesta a esta avanzada, los movimientos, redes y organizaciones de toda la región respondemos con un solo clamor: ¡Más generosidad, más unidad! Somos parte de los nuevos actores colectivos que están surgiendo. Por eso, y a través de este manifiesto nos proponemos:

- Develar las implicancias del sistema económico y político actual, marcadas por el individualismo alienante, el modelo neoliberal, la especulación financiera, la depredación ambiental y los permanentes atentados contra los derechos humanos y procesos democráticos.

- Evidenciar la emergencia de nuevas luchas, reconfiguración y regeneración de actores. Las culturas libres, abiertas, vivas y en red estamos construyendo nuevas voluntades y narrativas que dan visibilidad a diversos procesos de cambio. A pesar de las reacción de ciertos grupos e individuos estamos listos para asumir el reto de generar transformaciones profundas y duraderas. Cuestionamos una comunicación detentada por grandes corporaciones porque la información y los medios de expresión deben ser libres y accesibles, y frente a la ofensiva corporativa de los grupos de poder, nos hacemos solidarios y defendemos toda experiencia que apuesta por la liberación de nuestra sociedad.

- Ratificar que somos actores político-culturales. Nuestras narrativas convergen, somos solidarixs y acompañamos el largo proceso de construcción contrahegemónica de nuestrxs compañerxs, porque es la nuestra. Por eso hoy nos asumimos como plataformas para la creación de nuevos y mejores mundos posibles.

Quienes contribuyen a la desinformación y opinan sin considerar que estos viejos y nuevos movimientos son mucho más grandes que nuestras organizaciones, no hacen más que ser funcionales a procesos de desestabilización, invalidación y subestimación de los avances logrados colectivamente.

Manifestamos nuestro compromiso con la transformación social y de nosotros mismos porque disputando imaginarios y encaminando procesos colectivos disputamos mundos.

Pueden contar con nuestras organizaciones como aliadas para el cambio. Somos parte de la vida y búsqueda de dignidad de nuestros pueblos. ¡Esto apenas comienza!

Cusco, 12 de agosto de 2013

Firman:

Cultura Senda/ Argentina/ Venezuela
Telartes/ Bolivia
La Usina Cultura/ Argentina
Plataforma Puente Cultura Viva Comunitaria/ Latinoamérica
Caja Lúdica/ Guatemala
Movimiento de arte comunitario centroamericano Maraca/ Centroamérica
Martadero/ Bolivia
Compa/ Bolivia
Culturaperu.org/ Perú
Ação Griô/ Brasil
REDADA (Red de Acción y Distribución Artística)/ Venezuela
Soylocoporti/ Brasil

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Soberania digital e o debate dos ecoprotocolos

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Contribuição acerca da consolidação da autonomia e do compartilhamento livre nas redes digitais

Marco Antônio Konopacki

Michele Torinelli

Assim como os bens naturais podem ser utilizados tanto para o desenvolvimento comum quanto para a apropriação privada, em prol do lucro e a partir do controle proprietário, o ambiente digital sofre da mesma disputa. Esse embate torna-se perceptível, num primeiro momento, quando analisamos as diversas legislações restritivas que se apresentam ao redor do mundo e dos ocasionais casos de censura nas redes sociais mais populares.

Apesar de a internet ser euforicamente exaltada como a possibilidade de libertação dos movimentos sociais por meio da construção de um território livre de comunicação, sem a possibilidade de formação de oligopólios devido à sua característica distribuída, ela pode vir a ser um campo colonizado e amplamente controlado – o que aponta a emergência desse debate. Leia o texto completo »

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

9ª Jornada de Agroecologia: por uma outra produção de alimentos

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Michele Torinelli e Pedro Carrano

de Francisco Beltrão

Imagens: Michele Torinelli

img 4152 9ª Jornada de Agroecologia: por uma outra produção de alimentos
Momento da marcha de abertura da jornada

“O alimento saudável é o remédio para as doenças”, frase do caminhão de som.

Depois de anos sem realizar marcha de abertura, seja pelo tempo chuvoso ou por ameaças de repressão, a Jornada de Agroecologia deste ano levou milhares de militantes às ruas de Francisco Beltrão. “A marcha é uma forma de se apresentar para a sociedade como um todo. Se ficamos isolados não expressamos nosso pensamento”, aponta Avelino Callegari, secretário da Assessoar – Associação de Estudo, Orientação e Assistência Rural, entidade que atua em 18 municípios do sudoeste do Paraná.

Atualmente, Francisco Beltrão é um território de expressão do agronegócio, na produção de carne e frango, por meio do conhecido sistema de “integração”. As empresas têm sistema de contrato da família camponesa, subordinada a este processo de exploração da renda da terra, como explica José Maria Tardin, da coordenação da Jornada.

Neste contexto, famílias assinam contratos diretamente com grandes corporações. “Subordinadas a um pacote e a um padrão de tecnologia, o que gera endividamento permanente, a família passa a ter um padrão de entrega de mercadoria, sem qualquer capacidade de influir nos preços, seja dos insumos, seja da mercadoria. Um esquema de servidão moderno, no qual as famílias camponesas têm um vinculo total dos preços, são proprietárias ou arrendatárias, mas o produto é completamente alienado. A jornada marca este momento de combate e de tensionamento”, define.

Outro eixo importante da Jornada, colocado na ordem do dia no debate atual, é a dimensão do uso de fertilizantes no Brasil, hoje o maior consumidor mundial do produto, situação diretamente ligada à perspectiva neoliberal na agricultura. “Com a transgeníase, as empresas encontram uma maneira de, via sementes, impor um padrão tecnológico, o que inclui os agrotóxicos de forma determinante. Hoje, 75% das sementes transgênicas estão desenvolvidas para determinado agrotóxico, trata-se de um nível de vinculação através da semente que antes estas empresas não conseguiam”, explica.

A necessidade de diálogo com a população para a construção de alternativas incita a organização de atividades públicas como essa. Para Callegari, a marcha podia acontecer todos os dias, expandir para instituições de ensino, religiosas e poder público.

Alternativa agroecológica

De acordo com Luiz Perin, dirigente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), a escolha de Francisco Beltrão como sede da jornada pela segunda vez consecutiva se deve à organização dos movimentos na região e ao intenso desenvolvimento da produção agroecológica. “Aqui estão sendo construídas alternativas de sustentabilidade, o que implica o respeito à natureza e a produção de alimento limpo, favorecendo a saúde humana”, contextualiza.

img 4212 9ª Jornada de Agroecologia: por uma outra produção de alimentos
Luiz Perin, dirigente da Fetraf

Perin defende que formas sustentáveis de cultivo agregam valor à agricultura familiar, gerando renda para as famílias ao invés de financiar o agronegócio. “A jornada serve para mudar, porque tem muitas famílias que não utilizam a agroecologia”, defende Anselmo Rodrigues Santos, agricultor integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).

Somatória de organizações

Paulo de Souza, da região de Capanema, é um dos representantes das diferentes organizações do campo presentes no encontro. Membro de uma rede de cooperativismo de crédito, que agrega 78 cooperativas e cerca de 80 mil famílias, o dirigente enxerga na agroecologia a saída para o temário do desenvolvimento sustentável.

Além de camponeses, o encontro conta com diversos estudantes. Thomas Parrili, estudante de Agronomia, acredita que a jornada é um importante momento para reunir experiências de agroecologia de todo estado.

Contexto Histórico

A Jornada de Agroecologia geralmente é organizada em locais onde há um contexto de enfrentamento de projetos. Foi assim nas edições na cidade de Cascavel, em meio ao conflito com a empresa transnacional suíça Syngenta Seeds, acusada de diversos crimes de contaminação do ambiente pelos transgênicos.

Francisco Beltrão, por sua vez, é uma região com tradição histórica de resistência, desde o capítulo de 1957 conhecido como a “Revolta dos Colonos”. Nos anos 1970, foi o palco do surgimento dos movimentos de luta pela terra e na década de 1980 assistiu ao nascimento do sindicalismo combativo na região. “O sudoeste também se colocou como pioneiro no que se chamava de agricultura alternativa e logo depois se expressa como agroecologia. É uma região pioneira na luta e na combatividade”, comenta José Maria Tardin, da coordenação da Jornada.

Construtores da Jornada

img 4252 9ª Jornada de Agroecologia: por uma outra produção de alimentos
“Chocolate”, militante e poeta do MST

Ariulino Alves Morais, o “Chocolate”, militante e poeta do MST desde o surgimento, esteve em oito das nove edições da Jornada de Agroecologia. Enxerga o debate do encontro dentro de um momento de transição para a produção camponesa. Fora da agroecologia, os pequenos agricultores sofrem com a inviabilidade do antigo modelo. “É um momento histórico, quase uma transição de projeto de governo, esses eventos culturais são importantes, senão fica só no momento, é preciso continuar a organização, é preciso levar aos governos nossos projetos como projeto de agricultura, mas tem que ser no conjunto das organizações”, afirma.

A agroecologia passa a ser um ponto de refúgio para o pequeno agricultor, uma vez que as condições de mercado inviabilizam sua produção, no depoimento de Chocolate. “O pessoal está habituado ao pacote e logo se frustra, porque o preço está lá embaixo e a produção é pouca, os custos de produção. Houve uma transição forçada para a agroecologia”, pondera.

Veja mais sobre a Jornada de Agroecologia aqui

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sábado, 15 de agosto de 2009

Ato do Dia Nacional de Lutas reúne mais de dois mil trabalhadores paranaenses

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Organizações sociais de Curitiba e Região Metropolitana mobilizam-se pela defesa de direitos trabalhistas e contra as demissões justificadas pela crise.

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Manifestantes partem da Praça Santos Andrade com destino à Boca Maldita.

Nesta sexta-feira, 14 de agosto, centrais sindicais, entidades e movimentos sociais saíram às ruas de Curitiba. O ato iniciou-se com concentração na Praça Santos Andrade, seguida de passeata com destino à Boca Maldita. Mais de duas mil pessoas unificaram reivindicações e deixaram claro que o trabalhador não vai pagar pela crise. As mobilizações, ocorridas em 12 capitais brasileiras, integram a Jornada Nacional de Lutas.

 Ato do Dia Nacional de Lutas reúne mais de dois mil trabalhadores paranaenses Ato toma as ruas de Curitiba.

Em meio a música, teatro e outras atividades culturais, diversos setores pronunciaram-se em defesa de uma sociedade que priorize os direitos humanos. “Reunimos todas as forças populares e mostramos que a esquerda está fortalecida na sociedade brasileira. Foi um dia de luta e de protestos contra a burguesia e o capitalismo, que nada mais é que a sociedade da exploração, e esse modelo não serve para nós trabalhadores”, esclareceu Roberto Baggio, membro da coordenação estadual do Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

As manifestações integradas se justificam pela divisão das perdas num sistema que monopoliza lucros. “O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultado de um sistema que entra em crise periodicamente e transforma o planeta em uma imensa ciranda financeira, com regras ditadas pelo mercado. Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a Classe Trabalhadora pague pela crise”, aponta carta da Comissão Nacional de Organização da Jornada.

Interlocução entre reivindicações trabalhistas e a luta pela democratização da comunicação

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Anderson Moreira, pela CPC/PR, entrevista André Castelo Branco, do Sindicato dos Bancários.

A Comissão Paranaense Pró-Conferência de Comunicação (CPC/PR) agregou a questão da democratização da comunicação à Jornada, tendo em vista a repressão exercida pela mídia comercial aos movimentos sociais e a realização da I Conferência Nacional de Comunicação, cuja etapa nacional está prevista para dezembro.

Érico Massoli, do Coletivo Soylocoporti e da CPC/PR, acredita que ações unitárias colaboram na congregação do campo social. “A direita se une com extrema facilidade, no teor do capital, mas a esquerda ultimamente tem perdido essa capacidade de dialogar com os próximos em busca de uma força ainda maior. Hoje isso foi possível”, ponderou.

Reivindicações para enfrentar a crise e suas conseqüências – carta da Comissão Nacional de Organização da Jornada

• Fim das demissões
• Ratificação das convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)
• Fim do superávit primário
• Redução das taxas de juros
• Redução da jornada sem redução de salário
• Manutenção e ampliação dos direitos sociais e trabalhistas
• Reforma agrária e reforma urbana
• Fim do fator previdenciário
• Petrobrás e riquezas do pré-sal sob controle do povo
• Saúde, educação e moradia
• Uma lei que proíba as demissões em massa
• Continuidade da valorização do salário mínimo
• Solidariedade internacional aos povos em luta no mundo todo
• Contra o latifúndio dos meios de comunicação
• Contra a privatização dos serviços postais

Comissão Nacional de Organização da Jornada:
CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST, UGT, Intersindical, Assembléia Popular, Cebrapaz, CMB, CMP, CMS, Conam, FDIM, Marcha Mundial das Mulheres, MST, MAB, MTL, MTST, MTD, OCLAE, UBES, UBM, UNE, Unegro/Conen, Via Campesina, CNTE, Círculo Palmarino.

Fontes:
• http://terrasimbarragemnao.blogspot.com/2009/08/jornada-nacional-de-luta-dos.html
• http://www.cutpr.org.br/noticia.php?id=3238

Fotos: Michele Torinelli

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Comunidade quilombola apresenta “Encanto das Três Raças”

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Por Michele Torinelli

Atividades de resgate cultural e desenvolvimento artístico na comunidade quilombola Paiol de Telha, em Guarapuava, resultam em apresentação de artes cênicas, música e dança.

dsc 0197 230x152 Comunidade quilombola apresenta  Encanto das Três Raças

Apresentação do Kundun Balê na Unicentro.

O Instituto Afro Brasileiro Belmiro de Miranda estreiou o espetáculo Encanto das três raças, inspirado no sincretismo cultural brasileiro. A apresentação aconteceu no auditório da Unicentro, na cidade de Guarapuava, no dia 19 de junho – em setembro será a vez de Curitiba.

O trabalho é fruto de uma parceira entre a Assema – Associação Espiritualista Mensageiros de Aruanda, formada por umbandistas residentes em Curitiba que desenvolvem a espiritualidade

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Coreografia inspira-se em sincretismo das festas juninas.

afro-brasileira com a comunidade quilombola; o grupo artístico Mandorová, de Guarapuava; e a Companhia de Música e Dança Afro Kundun Balê, formada por jovens da comunidade quilombola Paiol de Telha. A companhia é coordenada por Orlando Silva, diretor do espetáculo.

O Soylocoporti aceitou o convite feito pela Assema para assitir a apresentação na sexta-feira e passar o fim de semana no Paiol de Telha. A experiência terá como resultado um documentário, a ser elaborado pelo coletivo, abordando a realidade da comunidade e a importância do trabalho de resgate cultural e autodeterminação.

O espetáculo

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Grupo Mandorová explora as relações entre cristianismo e paganismo no "Encanto das três raças".

A mistura do catolicismo e do espiritismo com religiões afro e com a pajelância, o candomblé e a umbanda, é o enfoque do Encontro das três raças, o terceiro espetáculo apresentado pelo Kundun Balê. “A gente veio sendo preparado ao longo dos três anos que o grupo existe, adquirimos experiência, o que agilizou os nossos ensaios, desde o começo do ano para cá”, afirma Isabela Cruz (Anaxilê), uma das integrantes da companhia. O cenário, feito artesanalmente, foi criado pelo artista plástico Alex Kua, e quem assina o figurino é Marcio Ramos. Ambos são integrantes do Grupo Mandorová.

O espetáculo trabalha com as energias naturais e com os Orixás, envolvendo percursão, teatro e dança. “Foi bem gratificante mostrar algumas coisas sobre a umbanda no palco porque tem muita gente que não conhece e não procura conhecer, exemplo disto é que os 100 anos da religião passou meio batido no Brasil”, lembra Patrícia Oliveira, membro da Assema.

Comunidade Quilombola Paiol de Telha

Localizada a 30 km da cidade de Guarapuava, a comunidade trava inúmeras batalhas na luta pela terra e pela garantia de seus direitos, através da resistência política e cultural. As terras foram herdadas por escravos no século XIX – a proprietária era viúva e não tinha filhos. Porém, com a colonização alemã e o desenvolvimento econômico da região, a comunidade teve suas terras griladas, e essa disputa continua até hoje.

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Vista da cozinha do centro cultural da comunidade.

A comunidade é excluída de políticas públicas. Há pouco tempo conquistaram o transporte escolar – até então as crianças tinham que andar 2 km até o ponto de ônibus. Os universitários, que conseguiram bolsa de estudos em Guarapuava, não têm acesso a transporte noturno, o que os força a caminhar os 6 km de estrada de chão até o Paiol de Telha. Devido a esse problema, alguns deles trancaram o curso. “Nossas crianças custam muito pouco para o governo. Não consomem drogas, não perambulam pelas ruas da cidade. Elas estão aqui, estudando, dançando e representando Guarapuava pelo Paraná afora e não há esse reconhecimento. Isso nos causa revolta, porque em tempos de eleições a nossa comunidade passa a existir no mapa do município porque somos eleitores”, afirma a líder comunitária Ana Maria Alves da Cruz Oliveira.

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A comunidade é repleta de belezas naturais.

Alguns moradores são agricultores, outros trabalham na cidade ou participam de projetos. Há dois em andamento: um deles envolve as oficinas e espetáculos; outro o turismo cultural. Porém, o financiamento continua sendo um grande obstáculo a ser vencido pelo instituto. Muito do necessário é fornecido por amigos, que doaram, por exemplo, parte do material para a sede do centro cultural da comunidade, construído recentemente.

Há muita vegetação, plantações, córregos e cachoeiras no Paiol de Telha. Cerca de 65 famílias moram na comunidade – outras estão acampadas na beira da estrada que contorna parte da terra que pertence a eles e que não lhes foi devolvida.

Cultura e espiritualidade

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Representação dos ciganos no espetáculo "Encanto das três raças".

“O ritmo, o canto, a dança, os usos e costumes, na maioria das vezes, passam despercebidos e desconhecemos a riqueza dos vários brasis. A falta de conhecimento que tem como principal causa o preconceito, por exemplo, faz o brasileiro jogar no ostracismo o fato do Brasil ter uma religião essencialmente nacional, que nasceu pela junção das crenças dessas três raças”, explica o educador e percussionista Orlando Silva, referindo-se aos indígenas, europeus e africanos.

O encontro da Assema com o Kundun Balê deu-se numa comemoração do centenário da umbanda.“Tenho uma inquietude com a falta de interesse pelos 100 anos do surgimento da umbanda no Brasil, que foi em 2008. Quase ninguém tocou nesse assunto, a não ser em um evento realizado pela Associação Espiritual Mensageiros de Aruanda que fez um encontro na Ópera de Arame e no qual o Kundun foi a atração”, afirma Orlando Silva. “Foi amor à primeira vista com essas crianças e adolescentes”, conta Michelle Margotte, da Assema. No Encanto das três raças, integrantes da associação de umbanda participam tocando e dançando.

Parceiros e agenda

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Emocionados, participantes comemoram ao final da estréia.

O espetáculo faz parte do projeto Herança Cultural, que integra o sub-programa Diálogos Culturais, proposto pela Fundação Rureco, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). A iniciativa conta com apoio da Unicentro, Tribuna, Rede Sul de Notícias, Goes&Periolo, Tevê Câmara-Canal Legislativo e Tevê Educativa do Paraná.

Próximas apresentações:

Curitiba – 11 de setembro – Canal da Música
Curitiba – novembro – Teatro Guaíra

Algumas informações e depoimentos dessa matéria foram tirados do blog do Kundun Balê e da Rede Sul de Notícias.

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sábado, 27 de junho de 2009

Inti Raymi – solsístio de inverno em Buenos Aires

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 Por Júlia Basso Driesen

Sábado, dia 21 de junho, ocorreu a grande comemoração do Solstício de Inverno, realizada por grupos de povos andinos e simpatizantes dos costumes e das causas indígenas. A festa foi documentada pelo Coletivo Soylocoporti – o documento final será produto da parceria estabelecida entre o coletivo e companheiros argentinos.

A comemoração do ano novo dos povos originários, Solstício de Inverno, representa a mudança de um ciclo da natureza em que a noite mais longa do ano encerra uma etapa, e a partir de então os dias vão se alargando. A festa mostra a cosmologia indígena, que trata o tempo de outra forma, e as relações interpessoais também.

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Roda de sikuris (músicos tradicionais).

O evento começou na noite de 21 de junho e se prolongou até a manhã seguinte. A noite é repleta de fogueiras para aquecer, esquentar a bebida e fazer a comida, partilhada por todos; há barracas para descanso e bandas de sikuris – grupos que tocam as quenas e os tambores – que se revezam em distintas rodas, cantando e dançando com a alegria da passagem do ano. Após os bailados dos sikuris, é o momento de cada roda fazer seus agradecimentos e pedidos para o novo ano que se inicia, realizando oferendas que são, então, levadas para uma grande fogueira comunitária. Todos se reúnem ao redor desta fogueira e alguns realizam discursos, cada um com um foco (político, espiritual, cultural etc) e esperam a vinda do sol. Ao amanhecer todos se voltam para o sol, erguem suas mãos como forma de captar a energia da vida, e reverenciam o grande Pai Sol.

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Participantes do Inti Raymi se reúnem em volta da fogueria.

Interessante perceber a comemoração do Inti Raymi em uma cidade como Buenos Aires, que não segue oficialmente o calendário mapuche. Esse evento proporciona a reflexão sobre a migração latino-americana (mais especificamente peruana e boliviana), e a situação dos migrantes residentes na metrópole.

O Soylocoporti esteve presente em todo o evento: pudemos participar dos rituais e conversar com indígenas – que discutem a situação dos migrantes em grandes centros, e também com não-indígenas – que lutam pela equalização dos direitos efetivos, e de melhores condições aos indígenas. Teremos como resultado final desta experiência um produto áudiovisual, fruto do trabalho com parceiros identificados na própria festa.

Os dias seguidos ao Inti Raymi foram dias de reflexão, discussão, organização e fechamento de parcerias entre os membros que participaram da comemoração e documentaram de alguma forma o evento.

No domingo assistimos os vídeos e conversamos muito sobre o que fazer com o material colhido durante a estada em Buenos Aires – o que a festa representou para cada um, as impressões e reflexões, qual linha de atuação seguir e quais possíveis colaboradores poderíamos buscar para um futuro trabalho.

intiraymi escola 230x152 Inti Raymi   solsístio de inverno em Buenos Aires

Integrantes do Soylocoporti conversam com diretor da escola onde o Inti Raymi é celebrado.

Segunda-feira, nosso último dia na capital argentina, fomos primeiramente registrar o Inti Raymi realizado em uma escola municipal, que traz às crianças estudos de temas centrais sobre as questões dos povos originários (as histórias, as crenças, os costumes, a situação atual etc). Conversamos muito com o diretor, que colocou a importância do estudo de temas que fazem parte da realidade dos alunos, para que estes possam entender com mais clareza o que é ser latino-americano, e lidar com questões cotidianas com maior relativização e compreensão.

intiraymi criancas 230x152 Inti Raymi   solsístio de inverno em Buenos Aires

Celebração do Inti Raymi para crianças.

Após o Inti Raymi infantil, fomos à reunião com um dos representantes do coletivo COCOBO (Cordinadoria de la Colectividad Boliviana), responsável pela realização do Inti Raymi em Buenos Aires. Propomos o início de uma parceria entra as duas instituições, que se daria, primeiramente, a partir da produção audiovisual do material captado pelo coletivo Soylocoporti referente ao Solstício de Inverno, a ser editado e produzido por membros dos dois coletivos. A proposta foi aceita e a reunião bem sucedida, dando início a mais uma parceria latino-americana entre organizações que lutam por um mesmo fim, buscando fortalecer os laços de cooperação e solidariedade entre os países irmãos.

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terça-feira, 23 de junho de 2009

Expedição Kuai Tema visita região norte do Paraná

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Entre os dias 31 de maio e 6 de junho parte da equipe Kuai Tema esteve em expedição visitando os pontos de cultura da região norte do Paraná. O documentador, Gustavo Guedes, e o articulador, Érico Massoli, conheceram in loco a realidade vivida pelas comunidades impactadas pelas iniciativas e também as dificuldades e desafios enfrentados pelas associações culturais que tocam os projetos.

Ao todo foram visitadas nove iniciativas nas cidades de Londrina, Maringá, Cambé, Cornélio Procópio e Sertanópolis. Embora nem todos sejam pontos de cultura oficialmente conveniados com o MinC, já realizam atividades culturais com a comunidade e têm relevância local. Além disso, foram realizadas conversas com alguns órgãos públicos e parceiros potenciais.

Dentre os pontos de cultura visitados estão: Resgate da Cultura Camponesa, de Maringá, Malha Cultural e Cidadania, de Cambé, Arte por toda arte, de Cornélio Procópio, Pólo APAC, de Sertanópolis e Casa do Teatro do Oprimido, Escola Londrinse de Circo, Cia de Theatro Fase 3, Kino Arte e Pontão Cuca PR, todos de Londrina.

De modo geral, as impressões são positivas. Para o articulador Érico Massoli, “percebeu-se que os pontos são, via de regra, articuladores culturais importantes, buscando exercer a função social da cultura”. Evidente que a realidade encontrada não é homogênea e que há disparidades na atuação dos pontos. Alguns deles atuam voltados para públicos segmentados, como o Cuca, cujo objetivo é atingir os estudantes universitários de Londrina. Já outros estão mais preocupados com o impacto comunitário, buscando levar oficinas de arte a pessoas em situação de risco social – caso do Malha Cultural e Cidadania.

Segundo o documentador Gustavo Guedes, “nos municípios menores, onde a política cultural é, geralmente, tratada como acessório, é possível reconhecer de forma mais direta o impacto, uma vez que a comunidade, como não tem muitas opções disponibilizadas pelo poder público, se apropria das iniciativas de forma concreta”.

Para que o mergulho na cultura paranaense não pare por aqui, o Soylocoporti e o Pontão de Cultura Kuai Tema seguirão publicando matérias sobre as iniciativas visitadas. O objetivo é detalhar e esmiuçar tanto o impacto quanto as dificuldades encontradas pelos bravos paranaenses que se dedicam à inglória luta de se fazer cultura no estado.

Nosso viés continuará sendo o direito humano à cultura e as diversas formas de exercer essa função social básica que a cultura e a arte devem ter. Venha conosco nessa expedição! Siga nos acompanhando pelo blog: www.kuaitema.soylocoporti.org.br ou visite nosso portal: www.soylocoporti.org.br.

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Comunicação e Cultura: pautas complementares

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Rachel Callai Bragatto
Membro do Coletivo Soylocoporti

Entre os dias 1 e 3 de dezembro acontecerá a I Conferência Nacional de Comunicação. A convocação pelo presidente Lula, mesmo que tardia, é um fato a ser comemorado pelos movimentos sociais e entidades que buscam uma maior democratização do setor e do país. Espera-se que com este evento possam ser discutidos temas centrais para a efetivação de parte das mudanças necessárias para o país.

Devemos ter na pauta questões como a imagem da mulher na mídia, a homofobia e o preconceito propagados pelos meios de comunicação de massa. Aguarda-se ainda o debate sobre o monopólio das concessões de rádio e televisão, a implementação do sistema público de comunicação, a universalização da Internet e da banda larga, a digitalização da TV e do rádio e a consequente migração dos canais analógicos para os digitais, além da entrada das teles no mercado de produção de conteúdo e a necessária regulamentação do setor.

Será, portanto, um momento em que as pautas políticas dos diferentes setores que compõem a sociedade brasileira poderão ser colocadas e defendidas, procurando incidir na definição das políticas públicas e na legislação brasileira.

Nesse sentido, avalia-se que para garantir as mudanças que julgamos fundamentais será necessária articulação e coesão do campo progressista e popular. Sem dúvidas, temos condições de construir um programa mínimo comum e, assim, fazer a defesa conjunta dos interesses difusos que fazem parte das mais diversas lutas.

O Coletivo Soylocoporti compreende que sua função nesse debate é contribuir para a construção de políticas que levem em conta a complementariedade da comunicação e da cultura – buscando a multiplicação dos atores envolvidos e a diversidade das idéias propagadas.

Nos atendo ao artigo 221 da Constituição Brasileira, concluíremos que as emissoras de rádio e TV devem buscar, preferencialmente, finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, promovendo a cultura nacional e regional e estimulando a produção independente.

Porém, por que isso não ocorre? Por que um princípio contitucional, previsto em nossa carta magna, é desobedecido diariamente na maioria das emissoras comerciais?

A resposta é, ao mesmo tempo, muito simples e muito complexa. Por um lado, podemos dizer que o que falta é a regulamentação do princípio. Dessa forma, precisamos responder a questões como: que regulamentação queremos? Em qual sentido apontaremos? E, portanto, o que é produção regional? O que é produção independente? Como medir se um programa tem finalidades culturais? Quanto de produção regional e independente devemos ter?

Nesse debate entram, é lógico, fatores econômicos e o desafio político que é mexer com os barões da mídia corporativa nacional e mudar as regras do jogo. Regulamentar este princípio de forma progressista é garantir espaço para muitos produtores e produtoras que são diariamente escanteados e cujo trabalho não alcança visibilidade pública. Significa alterarmos a relação de forças e darmos voz à outras produções, a atores que tem o que dizer mas não conseguem veicular suas manifestações.

Além disso, por outro lado, devemos nos questionar que tipo de produção iremos publicizar ao conseguirmos esse espaço. Não é apenas uma questão política, mas um aspecto que diz respeito ao formato que adotaremos. Isto é, ao alcançarmos a esfera da visibilidade pública, de que forma exporemos nossas idéias? Como nos comunicaremos? Iremos adotar os mesmos padrões utilizados hoje em dia ou acreditamos que a cultura tem diversas formas de expressão e que precisamos nos valer delas?

Sendo assim, compreendemos que cabe aos movimentos culturais buscar essas formas e trazê-las à luz. É preciso que mostremos que temos condições de nos apropriar dos meios de comunicação e que temos o que dizer, tanto nos formatos tradicionais quanto em formatos novos, provocadores, inusitados. Já o movimento de comunicação precisa se voltar para esse debate mais técnico, lutando para que possamos incidir, de fato, na produção regional e independente, garantindo a regulamentação necessária para uma real efetivação desses aspectos.

É uma luta de mão dupla e apenas juntos podemos avançar. O Soylocoporti segurirá contribuindo nesse sentido. Cabe aos movimentos e entidades que ainda não despertaram para esse momento histórico virem se somar ao processo, trazendo suas idéias, propostas e contribuições. É a hora de fortalecermos nossa plataforma política mínima para a I Conferência Nacional de Comunicação, acumulando propostas e desenhando a mídia que queremos ver nesse país e a cultura diversa que deve ser propagada!

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Prêmio Ponto de Mídia Livre: Soylocoporti valorizado como instrumento de democratização da comunicação

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O Ministério da Cultura (Minc) anunciou ontem o resultado do Prêmio de Mídia Livre. Entre mais de 400 iniciativas inscritas, o Portal Soylocoporti ficou em 13° lugar na categoria estadual/local. “É o reconhecimento de muita dedicação militante de nossos associados, já que nosso portal nunca contou com financiamento, apenas com o apoio fundamental daqueles que acreditaram na idéia”, afirma Rachel Bragatto, coordenadora do programa Políticas Culturais da organização.

O valor do prêmio consiste em 40 mil reais e deverá ser aplicado no desenvolvimento da iniciativa contemplada.“Acreditamos que com este reconhecimento do Ministério da Cultura, poderemos atingir um grau ainda maior de profissionalização de nossa atuação”, avalia Marco Amarelo Konopacki, coordenador do programa Cultura e Movimento do Coletivo Soylocoporti.

“É muito gratificante que iniciativas que valorizam a comunicação democrática e participativa sejam reconhecidas pelo Estado e pela sociedade como um todo”, aponta Michele Torinelli, coordenadora de secretaria e comunicação do coletivo. Essas formas de comunicação cooperativa devem ser cada vez mais incentivadas, possibilitando a inserção de atores no debate público por meio da expressão das diversas experiências e opiniões que compõem a nossa realidade.

O prêmio, ao mapear experiências exitosas de mídia livre, aponta quais são as formas de comunicação alternativas às formas hegemônicas e massificadas e comprova que podemos investir em novas formas de comunicação, valorizando o compartilhamento e a criação participativa. “Com o fortalecimento da organização do Soylocoporti, passamos a estabelecer um processo de associação na entidade para que os membros da rede sejam também atores políticos dentro do Soyloco”, acrescenta Amarelo.

Em contrapartida, o coletivo deverá encaminhar ao ministério um relatório de aplicação de recursos e vincular o nome do Minc ao projeto premiado.

Veja também:

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Histórico do Portal Soylocoporti

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Por Marco Amarelo

primeiro site soyloco 230x143 Histórico do Portal Soylocoporti

Primeira versão do site do Soylocoporti. Estático e com pouca interatividade. Nessa época, o site era usado para divulgar a idéia inicial que formou o atual coletivo.

O site do Soylocoporti nasceu de páginas html estáticas em 2005, que tinham pouca interatividade e que era fruto da pouca criatividade para as artes visuais do programador Marco Antônio (o Amarelo). Por isso, o site tinha um desenho, digamos assim, original.

Depois, para dar um pouco mais de interatividade, o Soylocoporti passou a ser um wiki na plataforma TikiWiki. Desde o começo, acreditávamos que se queríamos construir um movimento que se organizasse na Web, nossas ferramentas deveriam

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Site do Soylocoporti agora no formato wiki. Contribuição do desenho era de Marcello Guedes, associado fundador do Soylocoporti. A partir desde momento o Soylocoporti ganhava seu formato colaborativo que orienta a atuação do Soylocoporti hoje.

ser ricas de interatividade e com acesso amplo a quem quisesse contribuir. Depois de passar quase dois anos como um Wiki (depois ainda na plataforma MediaWiki), o Soylocoporti passou por uma ampla reformulação e experimentou o até então pouco conhecido WordPress-MU. Seu diferencial era que as pessoas poderiam ter seus Blogs pessoais integrados numa rede maior. Ou seja, as pessoas dentro do Soylocoporti poderiam passar a ter uma identidade própria dentro de um coletivo maior.

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Desenho do Blog oficial do Soylocoporti na sua primeira implementação na atual plataforma: o Software Livre WordPress-MU.

Esta é a plataforma que está até hoje. Seu último desenho foi concebido em parceria com a empresa Ethymos Soluções Web, que contribui de maneira militante.  O Soylocoporti agrupa 64 Blogs de contribuidores de diversas partes da América Latina.

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