Parte do coletivo Soylocoporti

Cultura, comunicação e integração latino-americana

Arquivo do assunto ‘comunicação compartilhada’

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Soylocoporti realizará atividade sobre comunicação compartilhada no Fórum Social Temático

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Oficina pretende trocar experiências de comunicação compartilhada tendo como perspectiva a cobertura colaborativa do II Fórum Mundial de Mídia Livre

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Imagem: Francele Cocco para a comunicação compartilhada do Festival de Cultura, 2010.

Entre a vasta programação do Fórum Social Temático, que começa na terça-feira (24) em Porto Alegre e região, está a atividade autogestionária “Comunicação Compartilhada: experiências anteriores e expectativas para o II Fórum Mundial de Mídia Livre”, proposta pelo Coletivo Soylocoporti.

A oficina acontecerá na quinta-feira (26) às 13h na Casa de Cultura Mário Quintana – local que sediará o III Fórum de Mídia Livre.

Confira a proposta da atividade:

O intuito é contribuir para a mobilização, construção e difusão de iniciativas de comunicação compartilhada – debatendo o formato da experiência e instigando os interessados para a construção e planejamento de outras iniciativas e, em especial, do II Fórum Mundial de Mídia Livre.

O conceito de comunicação compartilhada explora a utilização do potencial descentralizador e multimidiático da internet, fundamental para criar visibilidade para iniciativas contra-hegemônicas e marginalizadas pela mídia tradicional. Mas, mais que isso, o seu uso em rede permite a articulação e a mobilização de atores, entrando numa era em que pontos isolados são substituídos por nós da rede e que a contribuição e a cooperação sobrepõem a competição.

Partindo de experiências como a da Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada e ampliando o escopo dos agentes envolvidos para além de jornalistas já inseridos no processo, o Coletivo Soylocoporti buscou formar novos comunicadores dispostos a tomar parte ativa na cobertura de atividades populares e alternativas. O Festival de Cultura do Paraná 2009 foi o laboratório efetivo dessa prática, a partir da qual pode-se contribuir com o FSM 10, FSM 11, Festival de Cultura 2009 e 2010, Teia Sul 2010, Teia Nacional 2010, FISL 2010 e as Jornadas de Agroecologia da Via Campesina 2010 e 2011 – contribuições relativas à produção de conteúdo, formas de distribuição, assim como reflexões sobre o método e a concepção geral das iniciativas.

Pretendemos apresentar os princípios, a metodologia e o resultado desssas iniciativas, incluindo a distribuição de seus produtos – a Cartilha da Cultura Digital (um mini-tutorial de como produzir e publicar conteúdos na rede) e a revista Festival (Cultura – da universidade às ruas), produzida a partir de contribuições da comunicação compartilhada. Em seguida, abriremos para o debate, visando coletar impressões e mapear iniciativas correlatas e parceiros. Um importante horizonte é a realização do II FMML, que antecederá a Cúpula dos Povos da Rio+20.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

III Fórum de Midia Livre mobiliza a comunicação rumo a Porto Alegre

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Quarta-feira 11 de janeiro de 2012, por Rita Freire
Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada

É a terceira edição promovida pela comunicação brasileira, desta vez com participação internacional, e exibe uma pauta que vai bem longe de um debate corporativo entre pequenos meios. É estratégica.

Casa de cultura mário quintana 243x300 III Fórum de Midia Livre mobiliza a comunicação rumo a Porto Alegre

Dias 27 e 28 de Janeiro, a Casa de Cultura Mário Quintana, espaço acolhedor do centro da cidade de Porto Alegre, que ja foi moradia do poeta gaúcho que deu nome ao lugar, atrairá jornalistas, blogueiros/as, desenvolvedores e usuários de Software Livre e ativistas da comunicação para fazerem juntos o III Fórum de Mídia Livre.

O ambiente será particularmente propício nesses dias. O Fórum compartilhará espaço com o evento “Conexões Globais“, dedicado a oficinas e práticas de comunicação com uso de internet, e que falará por meio de painéis e webconferências com indignados e indignadas que mundo afora estão utilizando as redes para mudar regimes, contestar políticas autoritárias e defender direitos e democracia direta.

O Fórum de Midia Livre introduzirá nesse ambiente o debate conceitual e político e as propostas para uma comunicação radicalmente democrática. É a terceira edição promovida pela comunicação brasileira e exibe uma pauta que vai bem longe de um debate corporativo entre pequenos meios. É estratégica. Acena para o direito à comunicação como estruturante dos debates. Para as políticas públicas como condicionantes da regulação, acesso e democratização da mídia. E para a apropriação tecnológica como um dos horizontes imediatos do movimento e também ferramenta de mobilização.

Participarão organizações chave do movimento de comunicação brasileiro como Intervozes, Centro de Estudos da Midia Alternativa Barão de Itararé e FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Mídia, movimento Blog Prog (blogosfera progressista), publicações como Revista Fórum e Viração, coletivos desenvolvedores de plataformas em software livre (ver artigo), pontos de cultura como Pontão Ganesha de Cultura Digital e Pontão Eco, e iniciativas de comunicação compartilhada como a Rede Viração. Imersão Latina, Coletivo Soylocoporti, além da própria Ciranda e do site WSFTV. entre outros coletivos

Mesmo brasileiro, o Fórum de Mídia Livre mostra claramente que internacionalizou seus diálogos. Terá presenças vindas da primavera árabe, para uma ponte com o I Fórum de Mídia Livre no mundo afro-árabe, programado para este primeiro semestre ainda e que será apresentado por Mohamed Legthas, do portal Ejoussour, do Marrocos, ao lado de mídias que atuam na ou sobre a Palestina Ocupada, um estado de Apartheid em pleno século XXI.

Os debates terão contribuições de palestrantes da América Latina, que avança em políticas democratizadoras do setor e enfrenta enorme bombardeio dos grandes meios de comunicação. E será também o passo inicial de 2012 rumo ao II Fórum Mundial de Mídia Livre, que ocorrerá em junho deste ano, inserido no calendário da Cúpula dos Povos para a Rio + 20.

A programação geral do III Fórum de Mídia Livre pode ser conferida no site do FML.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Festival de Cultura ganha documentário e revista a partir de Comunicação Compartilhada

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O Coletivo Soylocoporti lança o documentário e a revista Cultura – da universidade às ruas, que contam a história dos cinco anos do Festival de Cultura sob diferentes perspectivas

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A partir de um acervo colaborativo de fotos, textos e material audiovisual, o Coletivo Soylocoporti produziu a revista e o documentário Cultura – da universidade às ruas”. O evento de lançamento ocorrerá na quarta-feira (14) no Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, a partir das 18h, com finalização prevista para as 22h.

A iniciativa conta com o apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – além da exibição do documentário, haverá coquetel e show com as bandas Urbit e Juruá. A revista será distribuída gratuitamente.

O acervo trabalhado abarca materiais dos cinco anos de Festival – de 2006 a 2010. A cobertura colaborativa é viabilizada por meio da Comunicação Compartilhada, uma prática inspirada nas ações de comunicação do Fórum Social Mundial que busca outras formas de se produzir comunicação, com motivos alheios ao mercado, voltada ao interesse público e ao exercício do direito à comunicação.

O documentário foi produzido a partir de 35 horas de gravação, feitas por 15 colaboradores”, conta Gustavo Castro, editor do produto audiovisual. Inclusive no dia do evento todos estão convidados a cobrir em diferentes formatos e postar no blog da Comunicação Compartilhada – e quem sabe fazer parte de um próximo produto do Festival.

Comunicação Compartilhada

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Comunicação Compartilhada durante o Festival de Cultura de 2009. Imagem: Michele Torinelli.

Dentro da perspectiva de um Festival plural e diverso, nada mais adequado que pensar a comunicação também de modo multifacetado. Partindo das experiências de comunicação compartilhada realizadas nos Fóruns Sociais Mundiais e após uma oficina de formação com Rita Freire, da Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada, iniciou-se em 2009 um processo de formação de equipe e de método de trabalho.

Jornalistas, Pontos de Cultura, video-makers, fotógrafos, estudantes e interessados em produzir conteúdo midiático sobre as atividades do Festival foram chamados para contribuir. Mesmo durante o evento seguiu-se distribuindo panfletos chamando as pessoas para fazerem parte da cobertura. A proposta era participar do Festival não apenas assistindo às apresentações, mas contribuindo para o registro das atividades a partir do olhar de cada um.

O resultado foi a produção, durante os quatro dias do Festival de 2009, de cerca de trinta textos, vinte vídeos e mais de três mil fotos. Muito mais foi feito em 2010, e a produção da revista e do documentário “Cultura – da universidade às ruas” vem para consolidar a Comunicação Compartilhada do Festival e contar essa história, de modo que permita cada vez mais o diálogo e a expressão de diferentes pontos de vista.

Festival de Cultura

Organização do Festival de Cultura 2006 junto com a banda Mundo Livre S.A  300x225 Festival de Cultura ganha documentário e revista a partir de Comunicação Compartilhada

Organização do Festival de Cultura 2006 junto com a banda Mundo Livre S/A. Imagem: Acervo Soylocoporti.

Há seis anos, alguns diretórios acadêmicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) pensaram em se reunir e produzir um encontro cultural. “Ainda não tínhamos uma estratégia clara do que queríamos com tudo aquilo, um Festival de Cultura que reunisse estudantes de todos os cursos da UFPR. Mas tínhamos a certeza de que era com movimento e cultura que transformaríamos a visão do Movimento Estudantil, aglutinando gente, bagunçando os pré-conceitos, causando uma aparente desordem, mas com muita organização”, conta João Paulo Mehl, do Coletivo Soylocopori, na época do Centro Acadêmico de Administração (CEAD).

Foram reuniões, conversas, correrias, shows, oficinas, debates e improvisos – tudo regado a muita disposição e construção coletiva. De 2006 a 2008, o Festival evoluiu junto com seus organizadores e participantes. “Nos unindo numa aglutinação de estudantes de várias áreas e tendências, deixando as diferenças de lado, foi possível construir algo novo e adentrar em terras nunca antes exploradas por aquela geração universitária, que foi somando ideias e abrindo portas”, lembra Angélica Varejão, também do Soylocoporti, e que fazia parte do movimento estudantil da UFPR. A iniciativa reuniu, além de Diretório e Centros Acadêmicos, entusiastas da cultura popular e alternativa, contando com apresentações culturais, debates, oficinas e exposições.

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Tenda da Cura na reitoria da UFPR. Imagem: Ivan Gama.

Em 2009, o Festival ultrapassou os muros da universidade e ocupou espaços públicos no centro de Curitiba, impulsionado pelo Pontão de Cultura Kuai Tema, iniciativa do Soylocoporti junto ao Ministério da Cultura (MinC). Nesse anos, a organização do Festival decidiu descentralizá-lo ainda mais, enfrentando mais desafios. Para além da parceria consolidada com a universidade, contou-se com o apoio do MinC e da Prefeitura de Curitiba, e os Pontos de Cultura*paranaenses somaram-se aos participantes dos outros anos.

*Pontos de Cultura são entidades reconhecidas e apoiadas financeira e institucionalmente pelo MinC que desenvolvem ações de impacto sociocultural em suas comunidades. Os Pontos são a principal ação do Programa Cultura Viva, iniciativa do Ministério da Cultura (MinC), concebido como uma rede orgânica de criação e gestão cultural. (fonte: Ministério da Cultura)

Amadurecimento

Uma barreira foi ultrapassada quando o Festival ampliou sua atuação da universidade às ruas – e o quinto Festival manteve essa proposta. Com o tema Unidade em Movimento, o objetivo dessa edição foi promover a reflexão sobre os motivos que unem os agentes da cultura popular e alternativa, assim como integrar suas perspectivas e ações. “Com menos apoio – devido à desarticulação do programa Cultura Viva por parte do MinC e o consequente estado de espera gerado no Pontão Kuai Tema (assim como em toda a rede de Pontos) – o Festival de 2010 foi feito na raça, de forma totalmente voluntária e colaborativa”, explica Michele Torinelli, do Soylocoporti.

Vale destacar que, em todas suas edições, as atividades do Festival na Universidade, nas praças e ruas de Curitiba são disponibilizadas gratuitamente para a população – sejam oficinas, debates, exposições, mostras ou apresentações culturais. Em 2009, foram mais de 130 atividades gratuitas, realizadas em locais públicos.

História

Teatro em praça pública. Imagem Lisa Correa 300x200 Festival de Cultura ganha documentário e revista a partir de Comunicação Compartilhada

Teatro em praça pública. Imagem: Lisa Correa.

São milhares de pessoas que ao longo desses cinco anos dialogaram, desenvolveram seu olhar, mostraram sua cultura, expandiram sua arte. Centenas de pessoas que passaram pela organização do Festival, e descobriram como criar a ponte entre o ideal e o real. É um amadurecimento que aglutina universidade, estudantes, coletivos, movimentos e agentes da cultura popular. Que cria a ponte entre diversos setores da sociedade, oferecendo atividades gratuitas à população – mais de 15 mil pessoas foram atingidas ao longo desses cinco anos de Festival.

Em 2011 a organização do Festival optou por resgatar o acervo desses cinco anos produzindo um documentário e uma revista sobre o Festival de Cultura. Outra medida adotada é a formação de um Comitê Organizador permanente, que já tem se reunido e planejado o Festival de Cultura 2012, com o objetivo de profissionalizá-lo e torná-lo perene.


Serviço

Lançamento da revista e do documentário “Cultura – da universidade às ruas”

14 de dezembro (quarta-feira)

Centro de Criatividade do Parque São Lourenço (rua Mateus Leme s/n)

18h às 22h


Teaser da revista “Cultura – da universidade às ruas”: issuu.com/soylocoporti/docs/revista_teaser

Blog da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura: cc.nosdarede.org.br

Festival de Cultura – festivaldecultura.art.br

Coleitivo Soylocoporti – soylocoporti.org.br


Contatos

Michele Torinelli – 41 3092 0463

Editora da revista “Cultura – da universidade às ruas”

michele@soylocoporti.org.br

Gustavo Castro – 41 9622 7997

Editor do documentário “Cultura – da universidade às ruas”

gustavo@soylocoporti.org.br

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Começam os preparativos para o Festival de Cultura do Paraná 2010

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Por Carolina Goetten

O novo ano já começa em clima de Festival de Cultura. Ontem, 18 de janeiro, o coletivo Soylocoporti e outros parceiros na organização do evento reuniram-se a fim de traçar uma avaliação geral, discutir as próximas atividades e fazer dele um movimento cultural cada vez mais forte dentro e fora do Estado.

O objetivo da reunião foi diagnosticar os principais erros e acertos cometidos na última edição do festival e iniciar o processo de planejamento que orientará o plano de preparação do Festival 2010, em torno de sete propostas-chave: reflexão, manifestação, articulação, mobilização, fortalecimento, comunicação e meio ambiente. Segundo Roberta Schwamback, membro da equipe de organização pelo Soylocoporti, a importância de se dar um tempo até avaliar o Festival, que ocorreu em novembro do ano passado, é que todos estão com a cabeça fria. “Assim, podemos ficar mais próximos do que pensamos e do que queremos para ele”, ressalta Roberta.

A palavra de ordem dos presentes foi de ampliar a participação de outros grupos e artistas, com o objetivo de fortalecer o evento como um movimento cultural. O encontro possibilitou a discussão de uma metodologia de trabalho calcada nos pontos do Festival 2009 que devem ser mantidos para garantir o sucesso da próxima edição. “A Comunicação Compartilhada, uma novidade em relação aos anos anteriores, foi um grande acerto da edição 2009 e que precisa ser fortalecido nas próximas, problematizando e viabilizando a prática da construção de notícias”, assinala Rachel Bragatto, também do Soylocoporti.

Nos pontos de discussão, os objetivos. O consenso entre a equipe é traçar uma noção estratégica do Festival de Cultura. “Por que fazemos o Festival? O que queremos com ele?”, propõe Marco Konopacki. A ideia, para este ano, é buscar ações concretas e pontuais para que a força do evento seja potencializada cada vez mais e aperfeiçoar o sistema de Comunicação Compartilhada, que permite ao cidadão manifestar suas opiniões, livre de censura ou cerceamento da sua liberdade de expressão.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Abertas as inscrições para a cobertura compartilhada

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Todas e todos temos direito de manifestar nossas crenças, de reconhecer-nos em nossas origens, de incidir na evolução das tradições e da vida como um todo. Está assegurado em nossa constituição o direito individual de expressão, e queremos mais. Queremos assegurar o direito coletivo de se expressar, de participar da construção da realidade e dialogar em sociedade. A Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura do Paraná é uma experiência para que aprendamos a exercer esse direito.

Texto publicado no site do Festival de Cultura do Paraná (http://festivaldecultura.art.br).

(Veja o texto completo).

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