Parte do coletivo Soylocoporti

Cultura, comunicação e integração latino-americana

Arquivo do assunto ‘cultura’

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Venha construir o Festival de Cultura – 28/09 – 19h

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Festival de Cultura – 5 anos: reunião organizativa acontece terça-feira (28), a partir das 19 horas. Venha, dê sua idéia e contribua!

É com alegria e motivação que convidamos a todos os interessados em fortalecer os laços da cultura alternativa, popular e contra-hegemônica a construir o Festival de Cultura – 5 anos. A iniciativa pretende integrar os grupos, pontos e entidades culturais por meio de mostras, celebrações, debates e oficinas artísticas dos mais variados gêneros. O objetivo é ser mais que um festival de apenas apresentações culturais, buscando fortalecer as articulações entre as iniciativas culturais, a sua organização colaborativa por meio de rede e o amadurecimento de posicionamentos políticos em questões referentes à cultura.

Nessa edição comemorativa de 5 anos, acreditamos ser importante refletir sobre os motivos que nos unem e o fortalecimento da rede, para que vá além de eventos específicos e passe a atuar organicamente. Diferentemente da edição de 2009, esse ano não contamos com verba para o evento – portanto, convidamos todos a atuar de forma ativista – o que, apesar das limitações que isso representa, estimula o fortalecimento de uma rede que esteja conectada por princípios, práticas e objetivos, não por interesses individualistas e mercadológicos.

Venha construir o Festival de Cultura!

Compareça ao encontro organizativo!

Rua Comendador Macedo 175 ap 01

(Esq. com Mariano Torres, ao lado da Papa Pão)

28/09 – terça-feira – 19h


Histórico do Festival

Realizado anualmente há quatro anos, o Festival é fruto da parceria entre o Coletivo Soylocoporti, a Universidade Federal do Paraná e seus centros e diretórios acadêmicos. Nas edições de 2006, 2007 e 2008, o festival tornou-se um evento ideal para apreciação das manifestações étnico-culturais paranaenses e nacionais. A diversidade de participantes demonstrou a possibilidade de diálogo e interculturalidade entre as várias formas de expressão presentes.

Em 2009 o Festival chegou à sua quarta edição, e a proposta foi expandí-lo para além dos limites da universidade, inserindo grupos culturais de todo o estado e o debate sobre a cultura exatamente com quem faz cultura no Paraná.

Confira:

http://festivaldecultura.art.br/

http://cc.nosdarede.org.br/

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Conferência Livre Municipal de Cultura e Comunicação

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conferencia cultura comunicacao Conferência Livre Municipal de Cultura e Comunicação

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Comunidade quilombola apresenta “Encanto das Três Raças”

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Por Michele Torinelli

Atividades de resgate cultural e desenvolvimento artístico na comunidade quilombola Paiol de Telha, em Guarapuava, resultam em apresentação de artes cênicas, música e dança.

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Apresentação do Kundun Balê na Unicentro.

O Instituto Afro Brasileiro Belmiro de Miranda estreiou o espetáculo Encanto das três raças, inspirado no sincretismo cultural brasileiro. A apresentação aconteceu no auditório da Unicentro, na cidade de Guarapuava, no dia 19 de junho – em setembro será a vez de Curitiba.

O trabalho é fruto de uma parceira entre a Assema – Associação Espiritualista Mensageiros de Aruanda, formada por umbandistas residentes em Curitiba que desenvolvem a espiritualidade

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Coreografia inspira-se em sincretismo das festas juninas.

afro-brasileira com a comunidade quilombola; o grupo artístico Mandorová, de Guarapuava; e a Companhia de Música e Dança Afro Kundun Balê, formada por jovens da comunidade quilombola Paiol de Telha. A companhia é coordenada por Orlando Silva, diretor do espetáculo.

O Soylocoporti aceitou o convite feito pela Assema para assitir a apresentação na sexta-feira e passar o fim de semana no Paiol de Telha. A experiência terá como resultado um documentário, a ser elaborado pelo coletivo, abordando a realidade da comunidade e a importância do trabalho de resgate cultural e autodeterminação.

O espetáculo

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Grupo Mandorová explora as relações entre cristianismo e paganismo no "Encanto das três raças".

A mistura do catolicismo e do espiritismo com religiões afro e com a pajelância, o candomblé e a umbanda, é o enfoque do Encontro das três raças, o terceiro espetáculo apresentado pelo Kundun Balê. “A gente veio sendo preparado ao longo dos três anos que o grupo existe, adquirimos experiência, o que agilizou os nossos ensaios, desde o começo do ano para cá”, afirma Isabela Cruz (Anaxilê), uma das integrantes da companhia. O cenário, feito artesanalmente, foi criado pelo artista plástico Alex Kua, e quem assina o figurino é Marcio Ramos. Ambos são integrantes do Grupo Mandorová.

O espetáculo trabalha com as energias naturais e com os Orixás, envolvendo percursão, teatro e dança. “Foi bem gratificante mostrar algumas coisas sobre a umbanda no palco porque tem muita gente que não conhece e não procura conhecer, exemplo disto é que os 100 anos da religião passou meio batido no Brasil”, lembra Patrícia Oliveira, membro da Assema.

Comunidade Quilombola Paiol de Telha

Localizada a 30 km da cidade de Guarapuava, a comunidade trava inúmeras batalhas na luta pela terra e pela garantia de seus direitos, através da resistência política e cultural. As terras foram herdadas por escravos no século XIX – a proprietária era viúva e não tinha filhos. Porém, com a colonização alemã e o desenvolvimento econômico da região, a comunidade teve suas terras griladas, e essa disputa continua até hoje.

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Vista da cozinha do centro cultural da comunidade.

A comunidade é excluída de políticas públicas. Há pouco tempo conquistaram o transporte escolar – até então as crianças tinham que andar 2 km até o ponto de ônibus. Os universitários, que conseguiram bolsa de estudos em Guarapuava, não têm acesso a transporte noturno, o que os força a caminhar os 6 km de estrada de chão até o Paiol de Telha. Devido a esse problema, alguns deles trancaram o curso. “Nossas crianças custam muito pouco para o governo. Não consomem drogas, não perambulam pelas ruas da cidade. Elas estão aqui, estudando, dançando e representando Guarapuava pelo Paraná afora e não há esse reconhecimento. Isso nos causa revolta, porque em tempos de eleições a nossa comunidade passa a existir no mapa do município porque somos eleitores”, afirma a líder comunitária Ana Maria Alves da Cruz Oliveira.

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A comunidade é repleta de belezas naturais.

Alguns moradores são agricultores, outros trabalham na cidade ou participam de projetos. Há dois em andamento: um deles envolve as oficinas e espetáculos; outro o turismo cultural. Porém, o financiamento continua sendo um grande obstáculo a ser vencido pelo instituto. Muito do necessário é fornecido por amigos, que doaram, por exemplo, parte do material para a sede do centro cultural da comunidade, construído recentemente.

Há muita vegetação, plantações, córregos e cachoeiras no Paiol de Telha. Cerca de 65 famílias moram na comunidade – outras estão acampadas na beira da estrada que contorna parte da terra que pertence a eles e que não lhes foi devolvida.

Cultura e espiritualidade

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Representação dos ciganos no espetáculo "Encanto das três raças".

“O ritmo, o canto, a dança, os usos e costumes, na maioria das vezes, passam despercebidos e desconhecemos a riqueza dos vários brasis. A falta de conhecimento que tem como principal causa o preconceito, por exemplo, faz o brasileiro jogar no ostracismo o fato do Brasil ter uma religião essencialmente nacional, que nasceu pela junção das crenças dessas três raças”, explica o educador e percussionista Orlando Silva, referindo-se aos indígenas, europeus e africanos.

O encontro da Assema com o Kundun Balê deu-se numa comemoração do centenário da umbanda.“Tenho uma inquietude com a falta de interesse pelos 100 anos do surgimento da umbanda no Brasil, que foi em 2008. Quase ninguém tocou nesse assunto, a não ser em um evento realizado pela Associação Espiritual Mensageiros de Aruanda que fez um encontro na Ópera de Arame e no qual o Kundun foi a atração”, afirma Orlando Silva. “Foi amor à primeira vista com essas crianças e adolescentes”, conta Michelle Margotte, da Assema. No Encanto das três raças, integrantes da associação de umbanda participam tocando e dançando.

Parceiros e agenda

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Emocionados, participantes comemoram ao final da estréia.

O espetáculo faz parte do projeto Herança Cultural, que integra o sub-programa Diálogos Culturais, proposto pela Fundação Rureco, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). A iniciativa conta com apoio da Unicentro, Tribuna, Rede Sul de Notícias, Goes&Periolo, Tevê Câmara-Canal Legislativo e Tevê Educativa do Paraná.

Próximas apresentações:

Curitiba – 11 de setembro – Canal da Música
Curitiba – novembro – Teatro Guaíra

Algumas informações e depoimentos dessa matéria foram tirados do blog do Kundun Balê e da Rede Sul de Notícias.

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Comunicação e Cultura: pautas complementares

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Rachel Callai Bragatto
Membro do Coletivo Soylocoporti

Entre os dias 1 e 3 de dezembro acontecerá a I Conferência Nacional de Comunicação. A convocação pelo presidente Lula, mesmo que tardia, é um fato a ser comemorado pelos movimentos sociais e entidades que buscam uma maior democratização do setor e do país. Espera-se que com este evento possam ser discutidos temas centrais para a efetivação de parte das mudanças necessárias para o país.

Devemos ter na pauta questões como a imagem da mulher na mídia, a homofobia e o preconceito propagados pelos meios de comunicação de massa. Aguarda-se ainda o debate sobre o monopólio das concessões de rádio e televisão, a implementação do sistema público de comunicação, a universalização da Internet e da banda larga, a digitalização da TV e do rádio e a consequente migração dos canais analógicos para os digitais, além da entrada das teles no mercado de produção de conteúdo e a necessária regulamentação do setor.

Será, portanto, um momento em que as pautas políticas dos diferentes setores que compõem a sociedade brasileira poderão ser colocadas e defendidas, procurando incidir na definição das políticas públicas e na legislação brasileira.

Nesse sentido, avalia-se que para garantir as mudanças que julgamos fundamentais será necessária articulação e coesão do campo progressista e popular. Sem dúvidas, temos condições de construir um programa mínimo comum e, assim, fazer a defesa conjunta dos interesses difusos que fazem parte das mais diversas lutas.

O Coletivo Soylocoporti compreende que sua função nesse debate é contribuir para a construção de políticas que levem em conta a complementariedade da comunicação e da cultura – buscando a multiplicação dos atores envolvidos e a diversidade das idéias propagadas.

Nos atendo ao artigo 221 da Constituição Brasileira, concluíremos que as emissoras de rádio e TV devem buscar, preferencialmente, finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, promovendo a cultura nacional e regional e estimulando a produção independente.

Porém, por que isso não ocorre? Por que um princípio contitucional, previsto em nossa carta magna, é desobedecido diariamente na maioria das emissoras comerciais?

A resposta é, ao mesmo tempo, muito simples e muito complexa. Por um lado, podemos dizer que o que falta é a regulamentação do princípio. Dessa forma, precisamos responder a questões como: que regulamentação queremos? Em qual sentido apontaremos? E, portanto, o que é produção regional? O que é produção independente? Como medir se um programa tem finalidades culturais? Quanto de produção regional e independente devemos ter?

Nesse debate entram, é lógico, fatores econômicos e o desafio político que é mexer com os barões da mídia corporativa nacional e mudar as regras do jogo. Regulamentar este princípio de forma progressista é garantir espaço para muitos produtores e produtoras que são diariamente escanteados e cujo trabalho não alcança visibilidade pública. Significa alterarmos a relação de forças e darmos voz à outras produções, a atores que tem o que dizer mas não conseguem veicular suas manifestações.

Além disso, por outro lado, devemos nos questionar que tipo de produção iremos publicizar ao conseguirmos esse espaço. Não é apenas uma questão política, mas um aspecto que diz respeito ao formato que adotaremos. Isto é, ao alcançarmos a esfera da visibilidade pública, de que forma exporemos nossas idéias? Como nos comunicaremos? Iremos adotar os mesmos padrões utilizados hoje em dia ou acreditamos que a cultura tem diversas formas de expressão e que precisamos nos valer delas?

Sendo assim, compreendemos que cabe aos movimentos culturais buscar essas formas e trazê-las à luz. É preciso que mostremos que temos condições de nos apropriar dos meios de comunicação e que temos o que dizer, tanto nos formatos tradicionais quanto em formatos novos, provocadores, inusitados. Já o movimento de comunicação precisa se voltar para esse debate mais técnico, lutando para que possamos incidir, de fato, na produção regional e independente, garantindo a regulamentação necessária para uma real efetivação desses aspectos.

É uma luta de mão dupla e apenas juntos podemos avançar. O Soylocoporti segurirá contribuindo nesse sentido. Cabe aos movimentos e entidades que ainda não despertaram para esse momento histórico virem se somar ao processo, trazendo suas idéias, propostas e contribuições. É a hora de fortalecermos nossa plataforma política mínima para a I Conferência Nacional de Comunicação, acumulando propostas e desenhando a mídia que queremos ver nesse país e a cultura diversa que deve ser propagada!

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Matéria do Minc sobre Prêmio de Mídia Livre

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Foram mais de 400 iniciativas inscritas, de todas as regiões brasileiras, com propostas inovadoras e que refletem a evolução da comunicação livre no país. Pouco mais de três meses após o lançamento inédito do edital de Pontos de Mídia Livre, durante o Fórum Social Mundial, em Belém (PA), as secretarias de Cidadania Cultural (SCC) e de Articulação Institucional (SAI) do Ministério da Cultura (MinC) anunciam os vencedores da premiação.

No total, 78 projetos foram contemplados, sendo 15 na categoria Regional/Nacional – com o prêmio de R$ 120 mil cada – e 63 na categoria Local/Estadual – com R$ 40 mil distribuídos individualmente. Os recursos disponibilizados são da ordem de R$ 4,3 milhões.

Com este resultado, o MinC cumpre a missão de democratizar a comunicação social feita no Brasil e permite que iniciativas que estão fora das grandes corporações midiáticas tenham voz e expressem o anseio de suas comunidades. Principal incentivador da ideia, o secretário de Cidadania Cultural do MinC, Célio Turino, afirmou que o prêmio dá visibilidade aos projetos de comunicação alternativos aos da mídia de mercado. “Estabelecemos, assim, novas relações de comunicação e passamos a entendê-la como direito humano básico”.

Os Pontos de Mídia Livre são uma ação do programa Mais Cultura, que integra a agenda social do governo federal. “O objetivo é apoiar iniciativas de comunicação social participativas e interativas”, reforça a secretária de Articulação Institucional Silvana Meireles, coordenadora do Mais Cultura.

Célio Turino acrescenta que a proposta do primeiro prêmio é mapear a rede de Pontos de Mídia Livre no país, mas que novas edições ainda estão previstas. Inicialmente, o edital foi lançado para reconhecer 60 iniciativas de midialivrismo e comunicação compartilhada – dez delas na categoria Nacional/Regional e 50 na categoria Estadual/Local. No entanto, pela excelência das propostas, houve a ampliação do número de premiados, que saltou de 60 para 78, o que representou um incremento de R$ 1,1 milhão.

A comissão julgadora, formada por representantes do MinC e profissionais com experiência na área, observou critérios como proposta editorial, qualidade estética, grau de interatividade, tiragem/audiência, repercussão e regularidade das iniciativas de comunicação inscritas. Como as propostas vieram de vários lugares e com diferentes suportes de mídia, a comissão avaliadora verificou se os ganhadores contemplavam todas as regiões brasileiras e distribuiu, de forma equilibrada, prêmios nas áreas de audiovisual, impresso, multimídia, rádio e web.

Papel do Estado brasileiro
Com os Pontos de Mídia Livre, o MinC quis reconhecer e valorizar Pontos de Cultura e/ou organizações não-governamentais sem fins lucrativos que desenvolvem ou apóiam iniciativas de comunicação compartilhada e participativa. O objetivo do prêmio foi apoiar iniciativas de comunicação livre existentes no país – seu alcance, êxitos, problemas e necessidades, bem como as possíveis ações que o Estado brasileiro pode organizar para apoiá-las. Foram premiadas propostas que se iniciaram até 1º de julho de 2008.

Foram consideradas iniciativas de comunicação compartilhada e participativa aquelas que reúnem pelo menos dois membros em sua equipe editorial e que buscam interatividade com o público. Elas podem se desenvolver em qualquer suporte típico das comunicações – texto escrito, som, imagens, vídeos e multimeios – e se utilizar tanto de suportes físicos quanto eletrônicos, tais como televisões e rádios comunitárias, blogs, sites, publicações impressas, agências de notícias, produtoras de audiovisual ou qualquer outro meio que claramente se preste a atividades de comunicação.

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Soylocoporti participa do debate sobre a reforma da Lei Rouanet e divulga nota pública

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dsc 0054 230x152 Soylocoporti participa do debate sobre a reforma da Lei Rouanet e divulga nota pública

Célio Turino, Roberto Nascimento, Ângelo Vanhoni e Marcelo Quixote, da Quixoteart.

O Coletivo Soylocoporti participou nesta terça-feira (07) do debate sobre a reforma da Lei Rouanet, posicionando-se e entregando uma nota pública aos representantes do Ministério e da Câmara Federal presentes na mesa (Célio Turino da Secretaria de Programas e Projetos Culturais, Roberto Nascimento da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura e o deputado federal Ângelo Vanhoni). Artistas, militantes e produtores culturais compareceram em peso ao debate, e segundo Célio Turino e
dsc 0021 150x150 Soylocoporti participa do debate sobre a reforma da Lei Rouanet e divulga nota pública

Sociedade civil comparece em peso ao debate.

Roberto Nascimento, contribuíram com a discussão de forma surpreedentemente madura.

O Soylocoporti ressalta a importância da revisão da lei do mecenato e questiona se as empresas, enquanto agentes de mercado, têm capacidade de valorizar a pluralidade cultural brasileira (veja a nota na íntegra). A nota foi reproduzida pelo blog de discussão sobre a Lei Rouanet do Ministério da Cultura.

Por gestão pública e controle social

Em sua intervenção representando o Soylocoporti, Marco Amarelo Konopacki ressaltou que quem produz cultura é a sociedade civil e cabe ao Estado dar cabo de seu financiamento. O coletivo entende que manter este tipo de renúncia fiscal é esvaziar os espaços públicos de decisão sobre o destino da verba pública.

dsc 0049 Soylocoporti participa do debate sobre a reforma da Lei Rouanet e divulga nota pública

Coletivo manifesta-se com faixa durante a fala de Marco Amarelo.

Ao concluir sua fala, Marco Amarelo destacou que a luta pela verba pública com gestão pública e controle social só será efetivada quando outros mecanismos complementares forem instalados, como a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 150 que garantirá 2% do orçamento da União para cultura, assim como a aprovação do Plano Nacional de Cultura. Por fim, convidou a classe cultural a participar dos debates sobre a Conferência Nacional de Comunicação, porque “só através da democratização dos meios de comunicação será possível democratizar de fato a produção e o acesso à cultura”.

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Cultura não é mercadoria – Pela revisão do mecenato

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A reforma da Lei Rouanet levanta novas questões sobre políticas públicas de cultura que não se atêm tão somente à renúncia fiscal. O Profic (Programa de Fomento e Incentivo à Cultura) instituído pela nova lei trata não só do investimento em cultura através da renúncia fiscal, mas também regulamenta outros mecanismos que fortalecerão o Fundo Nacional de Cultura (FNC) e a Comissão Nacional de Incentivo a Cultura (CNIC).

É importante reconhecer que os avanços são inegáveis. O novo texto amplia o acesso ao consumo cultural a boa parte da população brasileira e passa a dar maior controle público sobre o destino dos recursos provenientes da renúncia fiscal através da CNIC, que conta com a participação da sociedade civil e do poder público.

Contudo, cabe a nós, trabalhadores da cultura, ponderarmos se o mecanismo de renúncia fiscal para o mecenato não é um modelo ultrapassado para o Brasil. Este instrumento foi fundamental para erguer a classe cultural pós-ditadura militar e foi reproduzido não só no âmbito federal, mas também nos estados e municípios. Mas neste momento, cabe a reflexão: será que ele continua realmente cumprindo seu papel ou passou a servir de aparato manipulador da classe dominante detentora do poder econômico e do monopólio das comunicações? O mecanismo atual permite a expressão da pluralidade cultural de nossa sociedade?

Os produtores culturais que dependem do mecenato sabem como é difícil captar recursos para projetos que não têm um grau “mercadológico”, ou seja, que não despertem interesse comercial. Claro, se a cultura não faz parte do ofício diário destas empresas, elas não terão consciência da importância de se investir e dar visibilidade às mais distintas expressões culturais. Portanto, se o projeto não cumprir com a finalidade de trazer lucro ou valorização à sua marca, elas não investirão. Ou talvez invistam, mas apenas quando o projeto possuir a chancela de desconto de 100% do imposto devido, o que torna o investimento não um processo de amadurecimento da sua consciência, mas sim um “mercadão” de troca de títulos fiscais que nada contribui para a valorização da cultura brasileira.

Quem produz cultura é a sociedade civil e cabe ao Estado dar conta do financiamento destas ações. O coletivo Soylocoporti entende que manter este tipo de renúncia fiscal é esvaziar os espaços públicos de decisão sobre o destino da verba pública. Por isso, defendemos que verba pública deve ter gestão pública e controle social. A nova lei avança no fortalecimento dos processos de controle social do Estado, mas as iniciativas culturais a serem contempladas ainda dependem da boa vontade do empresariado.
Cultura não é mercadoria! Por verba pública com gestão pública e controle social.

Informações:
Coletivo Soylocoporti – 41 3092-0463 ou 9678-9696
www.soylocoporti.org.br

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domingo, 15 de março de 2009

Iniciam os trabalhos do Pontão Kuai Tema

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As atividades relativas ao Pontão de Cultura Kuai Tema já tiveram início, com a revisão do plano de trabalho e o planejamento das ações. O projeto está nucleado no Programa Estratégico Cultura e Movimento e as tarefas estão sendo executadas sob a supervisão desse Programa e do Conselho Diretor do Soylocoporti, uma vez que o projeto é uma iniciativa do coletivo.

De acordo com as premissas de transparência e democracia nos procedimentos internos, o Soylocoporti optou por realizar um edital interno para a contratação dos profissionais que darão andamento ao Pontão de Cultura Kuai Tema. O edital foi aberto no dia 20 de fevereiro e encerrou-se em 3 de março, contando com oito inscritos. Puderam concorrer todos os sócios-efetivos, sendo que a comissão avaliadora foi composta por dois membros do Conselho Diretor (Angélica Varejão e João Paulo Mehl) e uma pessoa externa (Anderson Moreira, do Cefuria).

Os selecionados foram: Érico Massoli para o cargo de articulador, Gustavo Guedes como documentador, Marco Amarelo Konopacki como gestor e Rachel Bragatto como comunicadora. Os quatro são os responsáveis por tocar o Pontão Kuai Tema – que pretende integrar, pelas tecnologias da informação, os pontos de cultura do Paraná. Serão ministrados cursos e oficinas de forma a articular as ações, além da implantação de um portal na internet que congregue blogs de todos os pontos do estado.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Edital Municipal para Pontos de Cultura

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Para quem acha que está difícil de achar o edital para Pontos de Cultura no site da Fundação, aqui vai a nossa ajuda e disponibilização para download:

Edital 206-08 FCC

Anexo I – Formulário de Requerimento

Relatório de atividades

Atestado idoneidade

Sugestão Kit Multimídia

Os outros documentos podem ser conseguidos no site da fundação no linque direto:

http://www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br/leidoincentivo/textos.asp?id=73

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Lançado o Programa Cultura Viva na cidade de Curitiba

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Foi lançado agora pouco, às 14h30, o programa Cultura Viva na cidade de Curitiba. A iniciativa faz parte do processo de descentralização do programa Cultura Viva nacional, através de convênios para formação de redes estaduais. Como o estado do Paraná não conseguiu realizar o convênio com o MinC, a fundação cultura de Curitiba realizou o convênio diretamente para disponibilizar 30 pontos de Cultura para este ano.

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Célio Turino, terceiro da esquerda para a direita, e demais 'autoridades'.

O evento contou com diversas autoridades, dentre ele o Secretário de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura (veja vídeo com seu pronunciamento abaixo). Por parte da prefeitura, o Prefeito Beto Richa e o Presidente da Fundação Cultural, Paulinho Vilana. Foram chamados a compor a mesa também alguns vereadores: Julieta Reis, Nely Almeida, Jair César e Paulo Borghetti.

O Soylocoporti quer saber, qual a contribuição destes vereadores para a cultura curitibana? Bom, acho que pouca ou nenhuma. Demonstra só que a prefeitura de Curitiba carrega muitos papagaios de pirata e se aproveita dos programas do governo federal para panfletear sua ideologia, que pretende vir mais reacionária do que nunca para as eleições de 2010.

Queremos mais participação popular nas políticas públicas de cultura. O conselho municipal de cultura está em funcionamento, mas para aqueles que se dispõe a correr atrás de toneladas de papelada para participar de um edital que fica aberto durante dez dias. Onde está a proatividade da prefeitura nestes momentos em também mapear os movimentos culturais dentro da cidade?

Acreditamos que este edital possa ser um instrumento para fazermos com as organizações populares de cultura de curitiba ocupem seu espaço. Por isso, o Soylocoporti firma seu compromisso aqui para ajudar a formular e orientar as entidades que queiram se tornar Ponto de Cultura. Fiquem atentos, pois o prazo de publicação do edital está marcado para o dia 23 de novembro.

[video]http://www.youtube.com/v/l8I0as-vvX0[/video]

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