Parte do coletivo Soylocoporti

Cultura, comunicação e integração latino-americana

Arquivo do assunto ‘democratização da comunicação’

domingo, 27 de junho de 2010

Lançada em Curitiba a Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária

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A Rede reúne comunicadores e comunicadoras de vários estados brasileiros que atuam em defesa da reforma agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais que atuam em sua defesa.

Por Anderson Moreira
Do Cefuria

lancamentoredecomreformaagrariapr 230x170 Lançada em Curitiba a Rede de Comunicadores pela Reforma AgráriaO ato de lançamento da Rede aconteceu nesta quarta (23) na APP-Sindicato e contou com a presença de militantes de movimentos sociais e partidos políticos, estudantes e jornalistas.

A Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária já conta com várias adesões.

A participação é aberta a todas as pessoas interessadas e compromissadas com os valores do manifesto de lançamento.

Leia o manifesto e veja como fazer parte.

Michele Torinelli, da Comissão Paranaense Pró-Conferência de Comunicação (CPC) e do Coletivo Soylocoporti, fez um histórico da articulação e mobilização da CPC com as organizações sociais do Paraná, que representaram o Estado na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, realizada no ano passado em Brasília.

O Paraná realizou 14 pré-conferências, como as de Comunicação e Juventude e de Comunicação e Cultura. Michele destacou ainda algumas propostas aprovadas na Confecom, entre elas a que prevê a instituição de mecanismos de fiscalização dos meios de comunicação (controle social), a que defende a inclusão na Constituição Federal da comunicação como direito humano e a criação dos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional de Comunicação.

Para Michele, “assim como a comunicação é um direito humano, a terra também é”. Segundo ela, a Rede de Comunicadores deverá atuar em três frentes: uma estrutural, uma que fortaleça a comunicação popular e alternativa e outra que se dedique à formação de novos comunicadores e comunicadoras.

Para Aniela Almeida, do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, os desafios da Rede são descobrir formas de fazer com que os jornalistas que atuam nos grandes veículos de comunicação do Estado se sensibilizem com as questões sociais e difundir os temas relacionados aos movimentos sociais à população em geral. Para ela, o Paraná tem um papel estratégico na atuação da Rede por ser um Estado com forte produção agrícola.

João Brant, do Intervozes (Coletivo Brasil de Comunicação), destacou dados que justificam a criação da Rede de Comunicadores. Segundo ele, 0,91% dos proprietários de terras do país (cerca de 15 mil latifundiários) concentram 43% das áreas agricultáveis. É um contraste muito grande comparado ao que se fez de reforma agrária até hoje.

Nos meios de comunicação, Brant aponta que o quadro é de concentração e de um discurso em uníssono contra a reforma agrária. Por isso a importância de uma Rede que permita uma “coesão em torno de uma pauta comum e o trabalho conjunto” de comunicadores e comunicadoras. “Quando falamos em comunicadores não nos referimos apenas a jornalistas com diploma e radialistas com diploma, mas a um conjunto de pessoas que atuam em comunicação, como blogueiros, rádios comunitárias e outros meios”, afirma.

Para João Brant, os desafios da Rede são criar um espaço de resistência e “contra-informação” (em oposição ao que a grande mídia “informa”), e preparar os movimentos sociais para enfrentamento da CPMI da Terra.

O blog da Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária é http://www.reformaagraria.blog.br.

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Construção e troca: II Fórum de Mídia Livre

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Por Michele Torinelli

dsc 0050 1024x680 Construção e troca: II Fórum de Mídia Livre

Prédio onde ocorreu o II Fórum de Mídia Livre, na UFES

No último dia 04, integrantes do Coletivo Soylocoporti voaram rumo a Vitória (ES) para participar do II Fórum de Mídia Livre (FML), realizado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). A programação foi intensa e os participantes, diversos: 60 das 82 iniciativas contempladas com o Prêmio de Mídia Livre, lançado pelo Ministério da Cultura esse ano, estavam representadas no encontro.

dsc 0018 230x152 Construção e troca: II Fórum de Mídia Livre

Momento do debate no GT "Fazedores de Mídia Livre"

Após a abertura oficial, deu-se início aos trabalhos. No espaço “Fazedores de Mídia Livre”, discutiu-se o conceito de midialivrismo, as dificuldades de sustentabilidade no setor, o direito à livre expressão, a relevância social da apropriação das ferramentas de comunicação e novas ideias de experiências em mídia livre. Contribuíram para o debate Antônio Martins (Diplô na Rede), Marcelo Branco (Campus Party), Henrique Antoun (UFRJ), Pedro Markun (Jornal de Debates), Túlio Vianna (advogado e blogueiro), Edson Mackenzy (Videolog.com), Altino Machado (jornalista e blogueiro), João Caribé (consultor de mídias sociais / blogueiro), entre outros. Os demais Grupos de Trabalho tiveram como tema “Políticas de Fortalecimento da Mídia Livre” e “Formação para a Mídia Livre”.

Concomitantemente às discussões acerca do midialivrismo, realizou-se o Festival de Música Livre, que contou com debates e apresentações da cena independente durante a noite. Foram cerca de vinte shows de diferentes estilos e bandas de variadas regiões do país. O Festival aconteceu nas noites de 03, 04 e 05 de dezembro.

Troca entre Pontos

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Atividade "Juntando as pontas dos Pontos de Mídia Livre"

O segundo dia do Fórum (05/12) foi dedicado à troca de experiências. A atividade “Juntando as Pontas dos Pontos de Mídia Livre” permitiu a apresentação de diversas iniciativas de midialivrismo e um debate sobre sustentabilidade, além de propostas de consolidação da rede dos Pontos de Mídia Livre.

No último dia do encontro (06/12), os Pontos definiram as prioridades do debate midialivrista para a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que será realizada em Brasília entre os dias 14 e 17 de dezembro, e apontaram propostas a serem defendidas por eixo temático. Discutiu-se também a continuidade do Grupo de Trabalho Executivo (GTE) do Fórum de Mídia Livre, para o qual o Coletivo Soylocoporti disponibilizou sua contribuição. O primeiro encontro deste GTE renovado, que conta com 19 entidades, deve ocorrer em fevereiro de 2010.

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Troca de experiências entre os Pontos de Mídia Livre marcou o FML

O FML permitiu uma rica troca de experiências e apontou alguns caminhos para o midialivrismo: cursos de formação e linhas de pesquisa sobre mídia livre no âmbito acadêmico, articulação de proposta de edital Pontos de Mídia Livre junto às secretarias de cultura nos estados e municípios e integração da rede de Mídias Livres com o movimento de Economia Solidária.

Alguns dados desse relato foram tirados da página do Programa Cultura Viva.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Pelo direito a voz e pela democratização do conhecimento

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Por Michele Torinelli

O que é a cidadania? Será que devemos nos contentar em exercê-la na escolha restrita inerente ao ato de consumo e inserindo nossos votos em urnas de dois em dois anos? Para incidir de fato em nossa realidade e contribuir na sua contínua construção, devemos discuti-la. Isso significa olhar à nossa volta e interpretar as informações que nos chegam, elaborando discursos próprios. O midialivrismo segue essa lógica e vai além: atua em redes. Ou seja, os diversos olhares se cruzam, trocam suas impressões, numa dinâmica de construção coletiva.

Imagine se o brilhante sujeito que manipulou o fogo pela primeira vez tivesse a não tão brilhante ideia de patentear a sua descoberta. Parece absurdo? Mas não é o mesmo princípio dos direitos autorais? Por que não contribuir para a expansão do conhecimento, e criação de novas ideias a partir dele, e continuar fomentando a lógica da competição? Se tivesse sido assim com o fogo, muito provavelmente a tecnologia ainda estaria engatinhando devido à falta de compreensão de coletividade de um único sujeito, que desconsiderou haver utilizado as forças da natureza e o conhecimento acumulado por diversas gerações. A partir do momento em que deixarmos de querer tirar vantagem de nossas descobertas, poderemos utilizar o conhecimento desenvolvido pelos outros, e a sociedade como um todo só ganhará com isso. As licenças flexíveis e as iniciativas de software livre atuam nesse sentido.

Tal raciocínio também se aplica ao uso restrito dos meios de comunicação. Afinal, trata-se de tecnologias que permitem a ampliação do discurso, o diálogo em escala social. Então por que eu não tenho direito de utilizar as ondas de radiodifusão, emitidas no ar – esse espaço que não pertence a ninguém e é utilizado por todos, para emitir a minha opinião? Por qual motivo a Globo pode chegar a mais de 90% dos lares com sua programação repleta de estereótipos e preconceitos e você tem que se contentar a assistir Video Game na sala de espera do dentista?

Está mais do que na hora de reivindicarmos o que nos pertence! Um meio de comunicação que ainda é livre e tem custo relativamente baixo é a internet. A partir dela, podemos estabelecer redes e conectar outras análises do cotidiano, que muitas vezes não estão presentes na mídia hegemônica. É claro que temos que levar em consideração que nem todos têm acesso à internet, por isso a necessidade da universalização da banda larga, da ampliação de telecentros e de formação popular nas tecnologias da informação e no processo de construção do discurso. Também devemos ficar atentos e impedir que projetos de controle da rede se consolidem. Mas é fato que a internet permite que, talvez pela primeira vez, utilizemos a comunicação para a construção popular da realidade, em larga escala e de forma interativa, e questionemos o monopólio dos demais meios de comunicação e a lógica de mercado que prioriza o lucro ao desenvolvimento social.

Comunicação não é só entretenimento e negócio. Antes e acima disso, exercer a comunicação é direito humano, que só será cumprido se nos apropriarmos de seu potencial e reivindicarmos sua democratização.

Essas reflexões são resultado dos debates do II Fórum de Mídia Livre, que ocorreu de 04 a 06 de dezembro na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória. Participaram representantes das iniciativas contempladas pelo Prêmio de Mídia Livre, midialivristas e demais interessados. Saiba mais sobre o FḾL.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Comunicação em pauta

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Por Carolina Goetten

Quatro dias para debater o papel social da mídia parece insignificante diante da dimensão do poder desigual e oligopólico que ela exerce sobre a sociedade brasileira. Contudo, levando em conta o movimento em prol da Conferência de Comunicação como a primeira vez em que se questiona o outrora inquestionável sistema midiático do país e, principalmente, em que se discutem propostas para democratizá-lo, evidencia-se um avanço considerável: convocar a Confecom Nacional e todas as suas etapas preparatórias estaduais são um passo fundamental rumo à redefinição da centralizada estrutura midiática vigente no Brasil.

A comunicação brasileira é controlada por cinco famílias e endossa a deficiência da democracia numa sociedade em que o povo, ironicamente, não exerce seu direito de falar. As grandes redes de televisão, rádio e mídia impressa – abrangentes em poder e reduzidas em quantidade – monopolizam a informação, veiculam o que é de seu interesse e suprimem ou manipulam os fatos que não desejam mostrar. A concentração é densa, rígida, bem estruturada e, para quebrá-la e distribuí-la, é preciso primeiro discutir o tema, notificar as deficiências e apresentar propostas que gerem a transformação. Se antes a grande mídia veiculava e calava, hoje ela ainda veicula, mas já não consegue calar. A Confecom criou um espaço para reunir todos os que se incomodam com o monopólio e propagar cada vez mais esse incômodo, até que se crie uma atmosfera de total repúdio e desejo de transformação.

A Conferência Nacional de Comunicação ocorrerá em Brasília entre 14 e 17 de dezembro e, para garantir um debate pluralizado e estender a discussão mesmo a quem está longe do Distrito Federal, foram criadas etapas preparatórias nos 27 Estados brasileiros. As conferências municipais e estaduais garantem que a discussão distribua-se por todo o território e que o debate atinja todas as regiões do país, independente da localidade, e que diversos municípios possam encaminhar propostas à Confecom Nacional, de acordo com as suas necessidades ou suas visões sociais.

Barreiras ainda no debate

Ainda assim, a importância da mobilização pela conferência parece ter sido ignorada em vários Estados. Em muitos deles, o debate foi convocado pela própria sociedade civil. São Paulo, por exemplo, diante da aparente relutância e do descaso do governo estadual, proferiu o chamado popular pela Confecom por meio da Assembleia Legislativa, o que ocorreu também em Roraima e no Rio Grande do Sul. Já em Tocantins, Santa Catarina e Rondônia, a letargia governamental foi ainda mais crítica: até mesmo os parlamentares se omitiram e a responsabilidade sobre a articulação recaiu sobre a Comissão Organizadora Nacional.

O descaso evidencia que, além da sociedade ter de enfrentar o poderoso oligopólio midiático e todas as dificuldades para desestruturá-lo, ainda se depara com barreiras na criação de espaços que tornem possível discutir e questionar a comunicação. Na contramão da resistência da elite à realização do debate, até agora já foram realizadas quatro conferências estaduais (Paraná, Acre, Piauí e Rio de Janeiro) e 24 ainda ocorrem nas próximas semanas (confira o calendário clicando aqui). Todos os Estados brasileiros terão a etapa preparatória e nomearão delegados para representá-los em Brasília.

Edgard Rebouças, professor da Universidade Federal do Espírito Santo e coordenador do Observatório de Mídia Regional, expõe a importância de agir efetivamente para permitir as mudanças de que o sistema de comunicação brasileiro necessita. Segundo ele, a indignação só surte efeito se acompanhada da luta prática. “É preciso sair da militância romântica e lutar com profissionalismo”, aponta Rebouças.

Estrutura da Conferência

Embora a primeira Conferência Nacional de Comunicação represente um avanço na sociedade brasileira, algumas falhas preservam a desigualdade do próprio tema que discutem. O debate abrangerá três eixos temáticos: meios de distribuição, produção de conteúdo e cidadania (direitos e deveres). Os participantes são classificados em membros do poder público, do setor empresarial ou da sociedade civil organizada e o número de delegados eleitos segue a proporção de 40%, 40% e 20%, respectivamente. Rachel Bragatto, do coletivo Intervozes, aponta que esse peso é injusto e foi assim estabelecido quando os empresários ameaçaram se retirar da Confecom, caso o número de delegados que pudessem nomear fosse reduzido. “Em nenhuma outra conferência o setor empresarial teve uma representação tão grande, tão alta e tão desigual em relação ao tamanho que representam na sociedade brasileira. A sociedade civil não é só 40%: é 99% do Brasil”, expôs Rachel na solenidade de abertura da Confecom paranaense.

A Confecom Nacional terá como tema Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital, presidida pelo Ministério das Comunicações e das Secretarias da Presidência da República e de Comunicação Social. A mobilização foi acionada pela Comissão Organizadora, composta por órgãos públicos e entidades da sociedade civil.

A comunicação que queremos

Nos debates, a essência é a mesma: é preciso garantir a participação da sociedade civil no sistema de comunicação, seja por meio de rádios comunitárias, TVs públicas, telefonia ou propostas de inclusão digital. A comunicação é um direito humano e esse direito não é completamente respeitado se os cidadãos não têm meios para manifestarem sua voz.

Aniela Almeida, diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, defende que é preciso lutar pela complementaridade dos sistemas público, estatal e privado. Ela cita a concentração cruzada da mídia paranaense como exemplo da distribuição desigual entre os setores: “aqui, a Globo possui 11 veículos através da RPC, em seguida vem a RIC com sete veículos e grupo Massa, também com sete”.

Entre as bandeiras, estão o controle das concessões de emissoras, descriminalização das rádios livres, distribuição mais justa dos canais de TV, tendo as veiculações públicas como prioridade e o Estado como aliado nessa transformação. Enquanto o setor privado for o detentor do monopólio midiático, a voz popular fica oculta, tímida e reprimida. Se a Conferência da Comunicação é o primeiro passo para garantir o direito humano de exercer e receber informações, ele precisa ser bem medido, bem calculado e bem estruturado, para que o passo seguinte – que efetiva as reivindicações e mantém firme a caminhada – ocorra em equilíbrio, sem cambalear.

NÚMEROS DA CONFERÊNCIA DO PARANÁ
800 inscritos
500 participantes, em média, nos três dias
177 propostas encaminhadas à Conferência Nacional
81 delegados (nove do poder público, 36 da sociedade civil e 36 da sociedade empresarial)
8 palestrantes entre três painéis de discussão

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Conferência Livre Municipal de Cultura e Comunicação

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conferencia cultura comunicacao Conferência Livre Municipal de Cultura e Comunicação

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domingo, 3 de maio de 2009

Preparação para a Conferência Nacional de Comunicação

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Pela primeira vez na história do país uma conferência na área foi convocada pelo Executivo Federal. As comissões estaduais pró-conferência, que reivindicavam a realização do evento, agora têm o desafio de inserir em sua pauta o debate plural e democrático.

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Integrantes de organizações sociais, estudantes e representantes do poder público estiveram presentes no evento.

Diversas organizações sociais paranaenses, estudantes e representantes do poder público estiveram presentes em Curitiba para o Seminário Estadual Pró-Conferência de Comunicação no dia 26 de abril. O evento, sediado no Cepat (Casa do Trabalhador), discutiu as possibilidades e formas de atuação na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), convocada pelo presidente Lula para 02 e 03 de dezembro deste ano.

Conferência Nacional de Comunicação
A importância da Confecom vem da necessidade de revisão de políticas e legislação das comunicações e do estabelecimento de diretrizes para que as normatizações sejam cumpridas. Alguns pontos de debate serão: o cumprimento da função social da comunicação prevista na constituição federal, rádios comunitárias, democratização da comunicação, digitalização da radiodifusão, sistema de concessões, regulamentação e fiscalização. A conferência terá como tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”
A realização da Confecom está a cargo do Ministro das Comunicações Hélio Costa, que contará com a colaboração direta dos Ministros Chefes da Secretaria-Geral e da Secretaria de Comunicação Social, Luiz Dulci e Franklin Martins.

Organização para a conferência

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O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) e a vereadora Josete (PT-PR) manifestaram-se no seminário.


“O anúncio da Confecom é uma vitória da sociedade civil, mesmo não sendo convocada nos moldes desejados”, ponderou Rachel Bragatto, integrante da Comissão Paranaense Pró-Conferência Nacional de Comunicação e dos coletivos Soylocoporti e Intervozes. Rachel acredita que a composição estabelecida pelo Ministério das Comunicações para a Comissão Organizadora da conferência – 12 representantes do poder público e 16 representantes da sociedade civil (8 do empresariado e 8 das organizações sociais), totalizando 28 membros – não favorece o debate pela democratização. “Nossa única alternativa é a coesão, para que possamos atuar nos espaços da conferência de forma articulada e conseguir levar nossas demandas”, concluiu Rachel.

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Rachel Bragatto (Intervozes e Soylocoporti) e Carmelita Berthier (Casa Brasil), integrantes da Comissão Paranaense Pró-Conferência Nacional de Comunicação.

O Seminário Estadual Pró-Conferência de Comunicação fez parte da Jornada pela Democratização da Comunicação, realizada no período de 24 a 27 de abril. Diversas atividades compuseram a jornada, entre elas a oficina de capacitação para rádios comunitárias, o debate Música Para Baixar, tratando de economia da cultura, direito autoral e formas alternativas e sustentáveis de produzir arte, e a audiência pública na Assembléia Legislativa do Paraná sobre controle da internet e a democratização dos meios de comunicação.

A Jornada pela Democratização da Comunicação foi organizada pela Comissão Paranaense Pró-Conferência Nacional de Comunicação, Coordenação dos Movimento Sociais – PR, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Assembléia Popular, Abraço, Pontão de Cultura Minuano, Pontão de Cultura Kuai Tema, APP Sindicato, Sindijor – PR, Coletivo Soylocoporti, CUT – PR, Terra de Direitos, Cefuria, Centro Che, Conselho Regional de Psicologia Paraná, UNE, UPE, DCE UFPR, Associação de Software Livre, Casa Brasil, PSL – PR, Fermacom – PR, MST, Cáritas, Fórum Paranaense de Economia Solidária e Pontão Ganesha/ Alquimídia.

Saiba mais sobre a Confecom: www.proconferenciaparana.com.br

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Semana Nacional da Democratização da Comunicação

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O movimento Soylocoporti junto com diversas entidades ajudou a construir a semana nacional de democratização da comunicação. Acreditamos que só através da democratização da comunicação é que teremos um mundo que igualitário e compreesível com a diversidade.

Veja como foram as ações deste ano da semana:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=Jfjct3VoM4c[/video]

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ato pela Conferência Nacional de Comunicação em Curitiba

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O Coletivo Soylocoporti participou de ato pela Democratização da Comunicação, Revisão das concessões de Rádio e TV bem como pela convocação da Conferência Estadual e Nacional de Comunicação. A intervenção se deu em cerimônia do Ministério das Comunicações, no Auditório da Universidade Técnológica Federal do Paraná (UTFPR), na Assinatura dos termos de consignação dos Canais do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) com as Emissoras de Rádio e Televisão da cidade de Curitiba, no dia 22 de Outubro de 2008.

O evento estava lotado de “autoridades”. Todos os concessionários de televisão do Paraná estavam presentes. O público era todo composto pelo empresariado. Apesar das dificuldades, conseguimos entrar no Auditório da cerimônia e logo ocupamos as duas fileiras da frente. Após a assinatura dos termos de consignação, o Ministro HC iniciou seu discurso, e de pronto abrimos nossa faixa reivindicando “Democratização da Comunicação Já! Porque a Comunicação é um Direito Humano!”. Parecíamos seres invisíveis e despresíveis naquele ambiente. Mas eis que o Sr. Ministro HC, de frente para o seu público de empresários, se apropriou das bandeiras dos movimentos sociais, afirmando ser “fundamental a realização das Conferências de Comunicação e da importância da participação da Sociedade”, mas que a mesma “não dependia do Executivo e que deveria ser convocado pelo Legislativo” – posição equivocada, que destinaria carater Não deliberativo as conferências pelo Brasil a fora! Impressionante o cinismo do Ministro. Dizer em platéia aliada que a sociedade deve coordenar o processo das rádios e televisões, quando na prática exclui a sociedade civil organizada, movimentos sociais da comunicação, nos furtando de um direito fundamental: “porque a comunicação é um direito humano!”, é puara demagogia!!!

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Por fim, não poderíamos deixar de comentar o papel vergonhoso desempenhado pela mídia local Curitibana: Pipocou em todos os noticiários locais a realização de tal cerimônia e do suposto “fato histórico” para o estado, mas tampouco citaram os questionamentos da manifestação. O interesse privado/comercial das concessionárias, é um grande perigo para o estado de direito e para democracia brasileira.

Para revermos tais distorções da mídia, convidamos a todos cidadãos, membros de organizações de classe, movimentos sociais, a participarem da Semana de Democratização da Comunicação em Curitiba, dos dias 20 a 28 de Outubro.

Como ajudar ?

20 a 27 de Outubro: Coleta de assinaturas para o abaixo-assinado pela convocação da Conferência Nacional de Comunicação em faculdades, escolas e etc.

25 de Outubro, 11h: Video-cabine na Boca Maldita – Conversa com a População e gravação de depoimentos de populares e representantes dos movimentos sociais sobre temas relacionados.

28 de Outubro, 09h: Audiência pública pela convocação da Conferência Nacional de Comunicação na Assembléia Legislativa do Paraná.

Confiram a programção completa abaixo!

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